O Banrisul (BRSR3, BRSR5, BRSR6) comunicou que Kalil Sehbe Neto tomou posse como novo Diretor de Riscos em 26 de agosto de 2025, após deliberação do Conselho em 29 de julho e aprovação do Banco Central em 13 de agosto. Com trajetória executiva no BADESUL, experiência em grandes projetos públicos e passagens por conselhos e pelo setor privado, Kalil chega com perfil de governança e relacionamento institucional — combinação relevante para um banco que cresce a carteira com foco em qualidade e que mantém forte interface com o setor público. O documento é assinado por Luiz Gonzaga Veras Mota, Vice‑Presidente e Diretor de Finanças e RI.

Continua após o anúncio

Este movimento reforça a arquitetura de gestão de riscos em um ciclo de aceleração de crédito e disciplina de capital. A nomeação dá continuidade a uma agenda que, no 2º trimestre, evidenciou solvência confortável e inadimplência controlada, conforme a apresentação institucional do 2T25, que detalhou Basileia de 16,2%, inadimplência de 2,2% e payout de 40% condicionado a colchão de capital. A chegada de um Diretor de Riscos com bagagem em finanças públicas e governança tende a fortalecer os comitês de apetite a risco, o monitoramento de crédito PF e PJ e a coerência entre remuneração ao acionista e preservação do capital regulatório, aspectos críticos quando a originação avança e a digitalização eleva volumes transacionais.

Nesse contexto, a decisão também se alinha à estratégia de fortalecimento do Nível II e alongamento do passivo regulatório. O banco vem ancorando o crescimento em instrumentos elegíveis e funding previsível, movimento explicitado pela 4ª emissão de letras financeiras subordinadas (Nível II) aprovada em 15 de agosto. O Diretor de Riscos passa a ter papel central na calibração de limites, validação de modelos e supervisão de concentração setorial, assegurando que a expansão de linhas de melhor risco‑retorno preserve margens, cobertura e Basileia, além de mitigar riscos de liquidez e de mercado em um ambiente de custos atrelados ao CDI.

Por fim, a nomeação dialoga com a relevância do relacionamento com o Estado e com o desenho de controles para operações de grande escala no setor público. A combinação de experiência de Kalil em políticas públicas e a estratégia comercial do banco tende a apoiar a execução de contratos de longo prazo — como a negociação, em 7 de julho, de novo contrato de folha com o governo do RS — com rigor em compliance, risco operacional e prevenção a fraudes, ao mesmo tempo em que aprofunda cross‑sell e captação de baixo custo. Em síntese, a governança de risco ganha peso num momento em que o Banrisul busca crescer com qualidade, preservar o colchão de capital e manter previsibilidade de remuneração aos acionistas.

Publicidade
Tags:
Banco do Estado do Rio Grande do Sul - BanrisulBRSR3BRSR5BRSR6