Na apresentação institucional do 2T25, o Banrisul reporta carteira de crédito de R$ 64,0 bilhões (+17% a/a), captação de R$ 104,1 bilhões, Índice de Basileia de 16,2% e a manutenção do pagamento trimestral de JSCP com payout de 40% em 2025 (R$ 246,4 milhões distribuídos no 1S25, antes do IR). O mix de crédito mostra PF 45,7% (com 71,5% colateralizada) e PJ 15,6%, inadimplência de 90-360 dias em 2,2% e PDD líquida de 1,4%/12m. No funding, 71,7% indexado ao CDI, com custos Captação/Selic de 81,6% e Depósitos a Prazo/Selic de 86,5%. No digital, 1,6 milhão de usuários e 87,8% das transações (81,8% em 2022). Esses números dialogam com o resultado do 2T25, que apontou lucro de R$ 377,7 milhões, aceleração da carteira (+17% a/a) e Basileia de 16,2%, consolidando a tese de crescimento com disciplina.
Ao reafirmar uma política de dividendos condicionada a manter o Índice de Basileia ao menos 400 bps acima do mínimo regulatório (c. 14,5% versus 16,2% atuais), o banco amarra remuneração ao acionista e expansão de crédito a um colchão de capital prudencial. Para sustentar esse espaço sem pressionar o Nível I, a instituição vem alavancando instrumentos elegíveis ao Nível II, alongando o passivo regulatório e ancorando o ciclo de crescimento em funding previsível atrelado ao CDI. Esse desenho dá continuidade direta à 4ª emissão de letras financeiras subordinadas aprovada em 15 de agosto, replicando a estrutura de 10 anos e reforçando o Nível II, que, somada à liquidação recente da 3ª tranche, cria margem para manter payout e acelerar linhas de melhor risco‑retorno.
A estratégia comercial enfatiza relacionamento e monetização recorrente: serviços somaram R$ 1.046,9 milhão no 1S25 (+1,8% a/a), com cartões, contas e seguros ganhando tração; digital responde por 87,8% das transações; e o banco investiu R$ 177,9 milhões em transformação digital, BaaS e ecossistema (Banri Shopping e Banritech FLY). Essa plataforma fortalece a captação de baixo custo e o cross‑sell, sobretudo no setor público, e se conecta ao pipeline de contratos de relacionamento de longo prazo, como a negociação de novo contrato de folha com o governo do RS anunciada em julho, potencial catalisador de base de clientes, depósitos à vista e receitas de serviços.
Por fim, a agenda de governança e RI — 100% de tag along, base de 147 mil acionistas, free float de 50,6% e comunicações formais aderentes às regras da CVM — sustenta a atratividade para minoritários em um ciclo de expansão financiado com instrumentos de prazo longo e capital regulatório robusto. O foco em accountability complementa o guidance de dividendos e ajuda a reduzir o custo de capital, mantendo alinhamento entre Estado controlador e mercado. Esse avanço é consistente com a eleição do conselheiro representante dos preferencialistas em junho, que reforça supervisão estratégica e dá previsibilidade à execução: crescer crédito com qualidade, fortalecer Nível II, digitalizar e manter o pagamento trimestral de JSCP com payout de 40% em 2025.







