Na sexta-feira, 15 de agosto de 2025, o Banrisul aprovou a 4ª emissão de letras financeiras subordinadas (LFSN) de até R$ 300 milhões, com vencimento em 10 anos, remuneração a 100% do DI acrescida de 1,65% a.a. e possibilidade de resgate a partir do quinto ano. Os títulos serão elegíveis ao Nível II do Patrimônio de Referência conforme a Resolução BCB 122/2021, e o comunicado tem caráter informativo, sem configurar oferta.
O movimento dá continuidade à estratégia de fortalecimento de capital anunciada com a aprovação, em 14 de julho, da 3ª emissão de LFSN para compor o Nível II. Ao replicar a estrutura de prazo longo e resgate apenas após cinco anos, o banco alonga o passivo regulatório, preserva flexibilidade e dilui riscos de rolagem em um ciclo de crédito seletivo. A nova tranche também mantém a indexação ao CDI, favorecendo previsibilidade do custo de funding e coerência com a base de captações da instituição. Em sequência à autorização de julho, a execução avançou rapidamente com a conclusão e liquidação da 3ª emissão em 11 de agosto, convertendo capital de Nível II em colchão efetivo e sinalizando disciplina na gestão do balanço.
Ao reforçar o Nível II, o Banrisul cria margem para sustentar a expansão da carteira sem pressionar indicadores regulatórios, em linha com a aceleração recente do crédito e da rentabilidade. No 2º trimestre, a instituição reportou lucro em alta, Basileia confortável e composição de capital com espaço para aprofundar o Nível II; à época, o Índice de Basileia era de 16,2%, com Nível I de 13,3% e Nível II de 2,9% — números detalhados no resultado do 2T25, que também mostrou avanço de 17% a/a na carteira. Com a 4ª emissão, o banco avança na mesma trilha: alonga o passivo regulatório, fortalece a solvência e prepara o balanço para capturar oportunidades de crescimento com qualidade, preservando governança e transparência.







