O Banrisul reportou lucro líquido de R$ 377,7 milhões no 2T25 (+56,4% t/t; +52,7% a/a), com ROAE de 14,3% e margem financeira de R$ 1,6 bilhão. No 1S25, o lucro somou R$ 619,2 milhões (+42,4% a/a). A carteira de crédito alcançou R$ 64,0 bilhões (+17,0% a/a), com mix concentrado em PF (46%), PJ (16%), Rural (21%) e Imobiliário (10%). A inadimplência de 90-360 dias ficou em 2,2% (PF 2,4%; PJ 1,4%), com custo de crédito estável em 1,4% e cobertura total de 5,3%. A captação atingiu R$ 104,1 bilhões (+11,3% a/a), com custo Captação/Selic de 86,5% e Depósitos a Prazo/Selic de 81,6%. O Índice de Basileia encerrou em 16,2% (Nível I 13,3%; Nível II 2,9%).

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Este resultado consolida a aceleração operacional do semestre e ocorre com disciplina de capital e funding. Para sustentar a expansão da carteira (+17% a/a) sem pressionar os índices regulatórios, o banco avançou na gestão de capital com a aprovação, em 14 de julho, da 3ª emissão de letras financeiras subordinadas para compor o Nível II. O trimestre já encerra com Basileia de 16,2%, captação robusta e passivo majoritariamente atrelado ao CDI (71,7%), o que favorece previsibilidade de custo. Com inadimplência controlada e carteira PF 71,5% colateralizada, o Banrisul preserva espaço para acelerar linhas com melhor risco-retorno, enquanto na PJ os produtos de relacionamento — como “conta única” — seguem tração.

Logo após o fechamento do trimestre, em 11 de agosto, o Banrisul concluiu e liquidou essa 3ª emissão de LFSN, convertendo a autorização em capital de Nível II efetivo e criando colchão para sustentar crescimento com qualidade. O alongamento regulatório do passivo e a remuneração atrelada ao CDI tendem a suavizar pressões de capital em um ciclo de crédito ainda seletivo. Na PJ, o saldo avançou 21,1% a/a (+5,8% t/t), com “conta única” e capital de giro em recuperação no trimestre; na PF, crédito pessoal (+28,1% a/a) e cartões (+16,7% a/a) reforçam a margem e ampliam o potencial de monetização via serviços.

No pilar de receitas recorrentes e relacionamento com o setor público, o movimento dá continuidade à negociação, anunciada em 7 de julho, de um novo contrato de folha com o governo do RS, potencial alavanca para ampliar bases de contas, cartões e seguros — que somaram R$ 1,05 bilhão em serviços no 1S25 (+1,8% a/a) — além de reforçar depósitos de baixo custo. Em paralelo, o reconhecimento do Selo Assiduidade APIMEC e o reforço de governança observado recentemente, como a eleição do conselheiro representante dos preferencialistas em junho, sustentam uma execução disciplinada e coerente com a elevação do ROAE para 14,3%, consolidando a narrativa de crescimento com capital fortalecido e foco em relacionamento.

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