Em 14 de agosto de 2025, o GPA (PCAR3) informou que Edison Ticle de Andrade Melo e Souza Filho e Sebastián Dario Los renunciaram aos cargos de membros independentes do Comitê Financeiro e de Auditoria Estatutário, permanecendo como conselheiros independentes. O comunicado, feito nos termos da Resolução CVM 44 e do Regulamento do Novo Mercado, ressalta que o comitê segue em plena conformidade, com cinco membros, maioria independente e dois especialistas com ampla experiência contábil, e é assinado por Rafael Russowsky, VP de Finanças e DRI.
Em termos de trajetória, a mudança ajusta a composição do órgão sem desviar da diretriz de reforço de controles e transparência. Essa agenda foi inaugurada com a criação do Comitê Financeiro e de Auditoria em junho, quando o GPA formalizou um escopo mais robusto de supervisão financeira e contábil. À época, o comitê nasceu com sete membros; agora, com as renúncias, a companhia reafirma a operação com cinco integrantes, maioria independente e dois especialistas contábeis. O fato de Edison Ticle e Sebastián Los permanecerem no Conselho preserva sua contribuição estratégica no nível de governança mais amplo, enquanto o comitê reequilibra competências técnicas e ritmo decisório.
O anúncio também dialoga com reconfigurações recentes de liderança voltadas à execução e disciplina operacional. Em 12 de agosto, o GPA comunicou a renúncia de Fréderic Garcia e a transição da operação de proximidade para o COO. Em conjunto, os movimentos sugerem continuidade, não ruptura: a empresa centraliza atribuições, fortalece ritos de controle e integra comitês e gestão executiva para sustentar ganhos de produtividade, padronização de processos e governança sobre alocação de capital. A permanência dos conselheiros nas cadeiras independentes do Board agrega estabilidade durante a fase de ajuste fino, enquanto o comitê mantém foco técnico em auditoria e finanças.
No plano estratégico, a revisão da composição do comitê é coerente com a mudança de foco para consolidação e rentabilidade. Esse movimento reforça a disciplina na alocação de capital e o filtro de projetos, priorizando maturação de lojas e revisão de portfólio. Essa diretriz ficou explícita na descontinuação das projeções de abertura de 300 lojas entre 2022–2026, quando a empresa sinalizou prudência e foco em ROIC. Em síntese, a mensagem ao investidor é de continuidade da governança: ajustes pontuais na estrutura para sustentar controles, acelerar integração operacional e dar respaldo à recuperação em curso.







