Na sexta-feira, 15 de agosto de 2025, a SYN Prop & Tech informou que a Absolute Gestão de Investimentos reduziu sua participação para 7.632.200 ações ordinárias, equivalentes a 4,99% do capital da companhia, movimento comunicado em atendimento à Resolução CVM nº 44/21. O documento, que formaliza a nova posição acionária ao ficar abaixo do patamar de 5%, foi assinado por Hector Bruno Franco de Carvalho Leitão, Chief Financial and Investors Relation Officer.
Este ajuste na base acionária se insere em um ano marcado por eventos societários que alteram o perfil de risco, liquidez e remuneração ao acionista. Na SYN, a sinalização de retorno de capital ganhou destaque com a redução de capital de R$ 330 milhões aprovada, estruturada para pagar R$ 2,16 por ação até 15/10/2025, com data-base em 17/09/2025. Para alguns investidores, realocações antes de marcos como a virada para ações ex-direitos podem adequar exposição e governança às suas políticas internas; para outros, reforçam a leitura de geração de caixa acima das necessidades operacionais e a disciplina na alocação.
Em paralelo, a rotação de acionistas ocorre enquanto a companhia executa seu redesenho estratégico do portfólio. A SYN acelerou a saída de ativos não core e reforçou a estrutura de capital com desinvestimentos em shoppings, como a venda do Shopping D em parceria com o XP Malls, parte de um ciclo que reduz exposição a varejo, antecipa recebíveis e direciona recursos para redução de dívida e eficiência do balanço, preservando capacidade de investimento. O impacto dessa agenda aparece nos indicadores: queda de despesas financeiras, NOI em mesmas áreas em alta e ocupação elevada — dinâmicas consolidadas nos resultados do 2T25, com desalavancagem, dividendos e resgates antecipados de debêntures —, que reforçam a tese de qualidade do portfólio e ajudam a explicar reequilíbrios táticos de participação de investidores institucionais.







