Em comunicado ao mercado, o Banco do Brasil (BBAS3) informou que o Conselho de Administração elegeu, em 13 de agosto de 2025, Gilson Alceu Bittencourt (Vice‑Presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar), Alexandre Bocchetti Nunes (Diretor Jurídico) e Pedro Henrique Duarte Oliveira (Diretor de Contadoria) para a Diretoria Executiva, com mandato 2025–2027 e posse em 14 de agosto de 2025. O anúncio, que complementa comunicados de 8 e 22 de julho, também registra agradecimentos a Luiz Gustavo Braz Lage, Lucinéia Possar e Eduardo Cesar Pasa, e é assinado por Marco Geovanne, VP de Gestão Financeira e RI.

Continua após o anúncio

O movimento dá continuidade à estratégia de governança com previsibilidade e consolida decisões previamente aprovadas pelo Conselho, em linha com a reeleição completa da diretoria executiva para 2025/2027. Naquele marco, o BB já havia mapeado duas substituições por limite de recondução — Jurídico e Contadoria — com quadros de carreira. A deliberação de hoje transforma indicações em eleição formal, encerrando o ciclo de transição e preservando a coesão da mensagem ao mercado: execução disciplinada, compliance e estabilidade dos ritos de disclosure e RI. Para o investidor, isso reduz incertezas operacionais e dá visibilidade à implementação de ajustes estratégicos sem rupturas na linha de comando, especialmente em um semestre de reancoragem de expectativas e de foco em eficiência.

Um ponto central dessa continuidade é o agronegócio. A efetivação de Gilson Alceu Bittencourt para a vice‑presidência de Agronegócios e Agricultura Familiar ocorre quando o banco privilegia seletividade de risco, maior granularidade de garantias e reequilíbrio do mix de crédito no segmento, diante da normalização ainda em curso da inadimplência do setor. A escolha mantém o vetor técnico numa área sensível e de grande peso para o BB, sem desorganizar processos críticos de originação, cobrança e renegociação, inclusive em praças afetadas por clima e volatilidade de preços, ao mesmo tempo em que integra a agenda com Jurídico e Contadoria para ganhos de governança e padronização de práticas. Nesse contexto, a indicação de Gilson Alceu Bittencourt para a vice‑presidência de Agronegócios tornou a transição previsível e pavimentou a coordenação entre Agro, risco e as áreas de suporte regulatório.

Em paralelo, a consolidação da liderança no Jurídico e na Contadoria reforça o suporte institucional a decisões contábeis e regulatórias que impactam a leitura dos resultados e o cumprimento de metas de capital, além de fortalecer o enforcement de políticas de crédito e o tratamento de litígios. A agenda da nova gestão executiva também dialoga com o redesenho do guidance de 2025 — que moderou crescimento por segmentos, reancorou a margem financeira e explicitou custo de crédito mais elevado —, com destaque para a moderação deliberada no Agro para alinhar rentabilidade, cobertura e consumo de capital. Esses parâmetros foram detalhados na revisão das Projeções Corporativas para 2025 e indicam que as mudanças anunciadas hoje não inauguram nova estratégia, mas consolidam a trajetória de prudência, previsibilidade e eficiência operacional.

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