A Eneva (ENEV3) registrou geração bruta de 1.872 GWh no segundo trimestre de 2025, crescimento expressivo de 120% ante o volume de 850 GWh do mesmo período de 2024. O salto foi impulsionado pelo aumento de 381% na geração do Complexo Parnaíba, que atingiu 1.304 GWh no período, reflexo do maior despacho termelétrico por ordem de mérito no Sistema Interligado Nacional.

Continua após o anúncio

O crescimento na geração termelétrica somou 1.052 GWh no 2T25 versus 2T24, destacando a maior demanda do sistema elétrico brasileiro por energia térmica. O despacho médio de todos os ativos da companhia atingiu 14% no trimestre, sendo 35% considerando apenas usinas com consumo de gás próprio. A UTE Jaguatirica II, em Roraima, manteve 100% de disponibilidade pela primeira vez desde o início das operações.

A empresa também concluiu a antecipação dos contratos do Leilão de Reserva de Capacidade de 2021 para as UTEs Viana (166 MW), Parnaíba IV (39 MW) e Geramar I e II (291 MW), totalizando 496 MW. Este movimento materializa a estratégia de antecipação anunciada em maio, que garantiu incremento de receita de R$ 362,2 milhões ao adelantar contratos originalmente previstos para 2026. Os contratos, originalmente previstos para julho de 2026, iniciarão entre agosto e outubro de 2025, adicionando receitas incrementais de até um ano no período de 2025-2026.

No segmento upstream, a produção de gás natural totalizou 0,37 bilhão de metros cúbicos no 2T25, sendo 0,31 bcm no Complexo Parnaíba e 0,06 bcm na Bacia do Amazonas. As reservas 2P de gás natural da companhia encerraram o trimestre em 45,4 bcm, mantendo-se próximas ao patamar de 45,8 bcm que consolidaram a posição como detentora das maiores reservas onshore do Brasil. Os resultados do trimestre evidenciam a eficácia da estratégia de crescimento que projetou pipeline de 10,1 GW e receita fixa contratada de R$ 100 bilhões pelos próximos 20 anos, com a companhia demonstrando capacidade de capturar oportunidades de despacho em um ambiente de maior demanda térmica.

O próximo trimestre será crucial para monitorar a manutenção dos níveis de despacho térmico e o início efetivo dos contratos antecipados, que podem impactar positivamente a geração de caixa da Eneva e sustentar investimentos em expansão como o Projeto Azulão 950, que já conta com R$ 2,5 bilhões em financiamentos contratados para adicionar capacidade significativa ao portfólio da maior geradora térmica do Brasil.

Publicidade
Tags:
EnevaENEV3