A Eneva (ENEV3) anunciou a antecipação de contratos de reserva de capacidade para três de suas termelétricas, gerando um incremento de receita de R$ 362,2 milhões. O Ministério de Minas e Energia aprovou o adiantamento das datas de início dos contratos decorrentes do leilão realizado em dezembro de 2021.

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Os contratos antecipados envolvem a UTE Viana (175 MW), que começará a operar em 1º de agosto de 2025, e as UTEs Geramar I e II (332 MW) e Parnaíba IV (56 MW), que iniciarão em 1º de outubro de 2025. Originalmente, todos os contratos estavam programados para começar apenas em 2026.

A receita adicional será distribuída da seguinte forma: R$ 136,3 milhões para a UTE Viana, R$ 196,8 milhões para as UTEs Geramar I e II, e R$ 29,1 milhões para a UTE Parnaíba IV. Os valores são referentes às receitas fixas contratadas com data base de novembro de 2024, com reajustes pelo IPCA a partir de novembro de 2025.

Esta antecipação de receitas consolida a estratégia de crescimento que confirmou R$ 100 bilhões em receita fixa contratada pelos próximos 20 anos, reforçando a posição da Eneva como maior geradora térmica do Brasil. O movimento adiciona fluxo de caixa incremental justamente quando a empresa demonstra capacidade operacional recorde, como evidenciado nos resultados do primeiro trimestre de 2025, quando registrou EBITDA de R$ 1,53 bilhão e encerrou com caixa de R$ 4,77 bilhões.

Como consequência da antecipação, a Eneva pagou R$ 122,4 milhões em parcela contingente aos vendedores da Gera Maranhão e iniciará a emissão de 4,4 milhões de novas ações ordinárias para o BTG Pactual, decorrente do exercício de bônus de subscrição aprovado em assembleia de setembro de 2024. Este movimento com o BTG dá continuidade à relação estratégica estabelecida com a aquisição dos ativos termelétricos do BTG concluída no último trimestre de 2024, que adicionaram 859 MW de capacidade instalada e já contribuíram com R$ 439,6 milhões de EBITDA no primeiro trimestre deste ano.

Os contratos de reserva de capacidade têm vencimento em julho de 2041, proporcionando receita estável de longo prazo para a companhia. A antecipação fortalece a posição de caixa da Eneva e adiciona fluxo incremental ao portfólio já contratado, criando valor para os acionistas e sustentando a capacidade de investimento em novos projetos, como o Projeto Azulão 950, que já conta com R$ 2,5 bilhões em financiamentos contratados para expandir ainda mais a capacidade de geração da empresa.

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