A Ferbasa reportou no 2T25 um quadro misto: avanço de receita (R$ 639,5 milhões, +16,3% t/t e +22,5% a/a) e maior dinamismo comercial (79,0 mil t, +13,6% t/t, com exportações +29,2%), mas compressão de rentabilidade (EBITDA Ajustado de R$ 67,6 milhões, -32,1% a/a; margem de 10,6%) e lucro menor (R$ 18,7 milhões, -22,7% t/t e -67,1% a/a). O COGS subiu 15,9% t/t, a geração eólica da BW Guirapá ficou abaixo do contratado por restrições do ONS, e o dólar médio de R$ 5,70 sustentou o desempenho externo. No 1S25, o capex somou R$ 114,6 milhões e, apesar do consumo de caixa de R$ 69,6 milhões, a companhia encerrou junho com reserva financeira de R$ 1,064 bilhão e caixa líquido de R$ 763,4 milhões. A manutenção do Programa de Recompra (até 3,2 milhões de FESA4) reforça a disciplina de alocação de capital, enquanto a empresa monitora riscos de medidas protecionistas nos EUA.
Estratégicamente, o trimestre sinaliza continuidade: crescimento de volumes e ajuste de mix (FeSi HP avançou 26,9% e ganhou relevância) sustentam a receita, mas o ciclo de custos e a menor geração eólica pressionaram margens. Em termos de capital, o robusto caixa líquido e a recompra dão sequência à narrativa corporativa de retorno ao acionista e otimização da estrutura. Esse movimento dialoga com o episódio de valorização de 1º de julho e a estratégia de retorno ao acionista via JCP e recompra, quando o mercado já precificava a combinação de balanço sólido e execução de buyback. Diferentemente de então, quando a empresa afirmou não haver fatos que explicassem a oscilação, o 2T25 oferece números que ancoram expectativas: receita e volumes firmes, porém com rentabilidade ainda pressionada — um ponto-chave a ser acompanhado na teleconferência de 13 de agosto, especialmente diante do risco setorial nos EUA e da normalização da geração eólica.







