As ações da Ferbasa (FESA3, FESA4) dispararam 4,26% na sessão de 1º de julho, encerrando em R$ 7,09, mas a própria empresa admitiu à B3 não conhecer fatos que justifiquem o movimento. A alta representa a maior valorização diária das ações da siderúrgica baiana em semanas e foi acompanhada de volume de negociação 73% superior à média dos pregões anteriores.
O movimento chamou atenção da bolsa brasileira, que questionou formalmente a companhia através do Ofício 228/2025-SLE. Os dados da B3 mostram que as ações saíram de R$ 6,80 na abertura e chegaram a tocar R$ 7,11 durante o pregão, com 936.600 papéis negociados - volume significativamente superior aos 400-500 mil registrados nos dias anteriores.
Em resposta oficial assinada pelo diretor financeiro Heron Albergaria de Melo, a Ferbasa foi categórica: "não há fato de nosso conhecimento que possa justificar a movimentação indicada nas cotações das ações da Companhia neste período". A empresa se colocou à disposição para esclarecimentos adicionais tanto à B3 quanto à CVM.
Embora a empresa não tenha identificado gatilhos específicos, o movimento pode refletir o interesse tardio dos investidores na estratégia coordenada de retorno aos acionistas iniciada em maio, quando a companhia aprovou simultaneamente o pagamento de R$ 9 milhões em JCP e um robusto programa de recompra. A valorização também pode estar relacionada ao início da execução do programa de recompra de até 3,2 milhões de ações FESA4, que tem potencial para reduzir significativamente a oferta de papéis no mercado nos próximos meses.
Nas duas semanas anteriores ao movimento, as ações da Ferbasa oscilaram entre R$ 6,65 e R$ 6,86, mantendo relativa estabilidade. A produtora de ferro-ligas, com operações concentradas na Bahia, não divulgou fatos relevantes recentes que pudessem explicar o interesse renovado dos investidores. O mercado agora monitora se novos desenvolvimentos corporativos ou setoriais justificarão o movimento registrado, especialmente considerando a sólida posição de caixa líquido de R$ 786,6 milhões registrada no primeiro trimestre, que sustenta a capacidade da empresa de executar sua estratégia de otimização de capital sem comprometer as operações.







