A São Martinho (SMTO3) aprovou a segunda fase da unidade de etanol de milho em Quirinópolis (GO), adjacente à Unidade Boa Vista, adicionando capacidade para processar 635 mil t/ano de milho e produzir 270 mil m³ de etanol, 170 mil t de DDGS e 13 mil t de óleo de milho. Considerando a planta existente e o guidance de 23/06/2025, a companhia passa a enxergar, em plena capacidade, cerca de 1,15 milhão t/ano de milho processado, com 485 mil m³/ano de etanol e 310 mil t/ano de DDGS, apoiada por armazenagem estática total de 480 mil t. O investimento estimado é de R$ 1,1 bilhão, com desembolsos escalonados entre as safras 2025/26 e 2027/28 e financiamento de R$ 728 milhões via BNDES (Fundo Clima e Finem) e FINEP Inovação, em prazo total de 12 anos (2 anos de carência). A partida está prevista para o 2º semestre de 2027, com ramp-up para 85% em 2028/29 e 100% a partir de 2029/30, alavancando vapor e energia das caldeiras existentes e milho do Centro-Oeste.
Esse avanço dialoga diretamente com o que a companhia vinha projetando para o ciclo atual, quando, na operação de milho, já indicava estabilidade operacional e ritmo de produção compatível com o planejamento. O novo patamar potencial de 1,15 milhão de toneladas por ano redefine o eixo de crescimento do negócio de etanol, diversifica receitas via coprodutos (DDGS e óleo) e amplia a resiliência frente à volatilidade do açúcar, reforçando a estratégia de captura de sinergias industriais em Boa Vista, conforme o guidance para a safra 2025/26. A combinação de capex faseado e funding de longo prazo, ancorado em linhas de clima e inovação, reduz risco de execução e custo de carregamento do projeto durante o ramp-up, enquanto a capacidade de armazenagem mitiga sazonalidade e suporte logístico na originação regional.
Este movimento consolida a virada para um mix mais etanólico e dá sequência à aceleração seletiva de investimentos em projetos de maior retorno que a empresa já vinha sinalizando, com ênfase na expansão do etanol de milho. No 1T26, a gestão elevou o capex e destacou a priorização desta alavanca, preparando o terreno para a expansão agora formalmente aprovada e com escopo ampliado para R$ 1,1 bilhão, como indicado na aceleração seletiva do capex e sinalização da Segunda Fase do etanol de milho no 1T26. A decisão também se beneficia do histórico recente de margens resilientes do etanol, do ganho de relevância dos coprodutos e da sinergia energética da co-localização com Boa Vista, o que tende a reduzir custo caixa e suavizar o impacto de choques climáticos sobre o canavial.
Os números confirmam a trajetória de maturidade do projeto: após o primeiro ano de operação plena do milho próximo ao planejado, a companhia ganhou previsibilidade operacional para escalar. Essa evolução já havia sido evidenciada pelo fechamento do ciclo anterior, quando a usina reportou volumes de milho processados alinhados ao plano e destacou a estabilização industrial da planta, contexto que pavimenta o racional para a expansão agora anunciada, como visto na estabilização da planta de etanol de milho no 4T25. Em síntese, a Segunda Fase em Quirinópolis representa a passagem do “piloto comprovado” para a “plataforma de crescimento”, ancorando um portfólio mais balanceado entre cana e milho, maior diluição de custos fixos e menor dependência do açúcar ao longo do ciclo 2027–2030.







