A São Martinho (SMTO3) registrou lucro caixa de R$ 140,5 milhões no quarto trimestre da safra 2024/25, com EBITDA ajustado de R$ 771,4 milhões (-33,2%) e margem de 44,4%. A performance trimestral refletiu principalmente os impactos dos incêndios ocorridos em agosto de 2024, que devastaram cerca de 1 milhão de toneladas de cana nas lavouras da companhia, eventos que haviam motivado a companhia a aprovar a captação de até R$ 1,25 bilhão via debêntures em maio para reforçar sua estrutura financeira durante o processo de recuperação.
No acumulado da safra 2024/25, o EBITDA ajustado totalizou R$ 3.445,2 milhões, alta de 12,2% ante a safra anterior, com margem de 47,9%. A expansão anual decorreu da melhor performance do etanol, do reconhecimento de créditos tributários no segundo semestre e da estabilização da planta de etanol de milho, que completou seu primeiro ano de operação plena processando 511,4 mil toneladas de milho, performance próxima das 515 mil toneladas projetadas no guidance para a safra 2025/26.
A receita líquida somou R$ 1.739,0 milhões no 4T25 (-28,2%) e R$ 7.199,3 milhões no acumulado (+4,0%). A companhia processou 21,8 milhões de toneladas de cana-de-açúcar (-5,5%) e 511,4 mil toneladas de milho na safra, totalizando 3,48 milhões de toneladas de ATR produzido (+1,6%). Os incêndios provocaram deterioração do mix de produto e reduziram a qualidade da matéria-prima, eliminando cerca de R$ 250 milhões em EBITDA, impacto que justifica a postura mais conservadora nos investimentos refletida no capex total de R$ 2,3 bilhões para 2025/26, redução de 15,3% frente ao período anterior.
O lucro líquido atingiu R$ 105,0 milhões no 4T25 (-83,3%) e R$ 556,7 milhões no acumulado (-62,3%), reflexo do término do recebimento das parcelas do Precatório Copersucar. A dívida líquida totalizou R$ 4,9 bilhões, resultando em alavancagem de 1,43x sobre o EBITDA. Para a safra 2025/26, a companhia já fixou preços de aproximadamente 806 mil toneladas de açúcar a R$ 2.565 por tonelada.







