A Petrobras (PETR3, PETR4) registrou lucro líquido de US$ 4,1 bilhões no segundo trimestre de 2025, aumento de 2% em relação aos US$ 4,0 bilhões do primeiro trimestre. A companhia aprovou dividendos de R$ 8,7 bilhões (R$ 0,67 por ação) referentes ao período, com pagamento programado para novembro e dezembro.

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O desempenho operacional da petroleira compensou a queda de 10% no preço do petróleo Brent, que recuou de US$ 75,7 por barril no 1T25 para US$ 67,8 no 2T25. A produção total de óleo e gás natural própria alcançou 2,91 milhões de barris equivalentes por dia, crescimento de 5% no trimestre.

A companhia bateu recordes de produção total operada (4,19 milhões boed) e de produção própria no pré-sal (2,39 milhões boed). O FPSO Alexandre de Gusmão entrou em operação em maio no campo de Mero, com capacidade para 180 mil barris de óleo por dia. Em julho, a produção de óleo no Brasil alcançou 2,47 milhões de barris diários, alta de 380 mil barris em relação ao 4T24.

Os números do segundo trimestre consolidam a trajetória de crescimento sustentável iniciada com os resultados excepcionais do primeiro trimestre de 2025, quando a empresa registrou lucro líquido de R$ 35,2 bilhões, evidenciando como a estratégia de maximizar valor dos ativos premium do pré-sal tem se materializado em performance consistente mesmo diante de volatilidades no preço do petróleo. Os recordes de produção refletem diretamente os investimentos estratégicos em expansão, incluindo a aquisição de 13 blocos exploratórios no 5º Ciclo da ANP em junho, onde a empresa investiu R$ 139 milhões para incorporar quase 9.600 km² em fronteiras exploratórias de alta prioridade.

O EBITDA ajustado ficou em US$ 9,2 bilhões, queda de 4% no trimestre, enquanto o fluxo de caixa operacional somou US$ 7,5 bilhões (-11%). A empresa investiu US$ 4,4 bilhões no período, sendo 85% direcionados para exploração e produção. A Petrobras reafirmou que a produção média de 2025 deve fechar na banda superior da meta estabelecida.

A divulgação dos resultados seguiu rigorosamente o cronograma anunciado em julho para o segundo trimestre, demonstrando o comprometimento da empresa com transparência e comunicação eficaz com o mercado. A capacidade de manter investimentos robustos de US$ 4,4 bilhões no trimestre, direcionados prioritariamente para E&P, alinha-se perfeitamente com o Plano de Negócios 2025-2029 que estruturou investimentos de US$ 111 bilhões focados na maximização do potencial dos ativos de classe mundial da companhia, evidenciando como a empresa equilibra estrategicamente geração de caixa consistente com crescimento operacional sustentável.

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