A CSN informou ao mercado que vendeu 62,5 milhões de ações da Usiminas (USIM3, USIM5, USIM6), sendo 35,2 milhões de ordinárias e 27,3 milhões de preferenciais. Apesar da alienação significativa, a siderúrgica mantém participação relevante de 10,13% nas ações ordinárias e 5,08% nas preferenciais da companhia mineira.
Após a operação, a CSN passou a deter direta e indiretamente 71,4 milhões de ações ordinárias e 27,8 milhões de preferenciais da Usiminas. A empresa esclareceu que a venda não objetiva alteração do controle acionário ou da estrutura administrativa da siderúrgica de Minas Gerais.
O movimento representa uma redução estratégica de participação, mas a CSN permanece como acionista relevante da Usiminas. A companhia também informou que não foram celebrados contratos ou acordos que regulem exercício de direito de voto ou compra e venda de valores mobiliários relacionados à operação.
Para investidores da Usiminas, a operação indica movimento de desinvestimento parcial da CSN, mas sem impacto na governança corporativa. A manutenção de participação superior a 10% nas ordinárias pela CSN ocorre em momento em que a Usiminas consolida sua estratégia de gestão ativa de passivos e alongamento do perfil de dívida, que criou base financeira sólida para sustentar o ambicioso investimento de R$ 1,7 bilhão aprovado para modernização da Coqueria. Mesmo com os resultados do segundo trimestre mostrando pressão operacional temporária, a solidez financeira da companhia mineira e seus investimentos estratégicos de longo prazo sugerem que a CSN ainda considera a Usiminas um ativo estratégico em seu portfólio.







