A Usiminas (USIM3, USIM5, USIM6) registrou lucro líquido de R$ 128 milhões no segundo trimestre de 2025, queda de 62% em relação aos R$ 337 milhões obtidos no primeiro trimestre, quando a companhia apresentou forte reversão após períodos de pressão operacional. O EBITDA ajustado somou R$ 408 milhões, recuo de 44% no período, com margem de 6,2% ante 10,7% no trimestre anterior.
Apesar da pressão nos resultados operacionais, a siderúrgica apresentou forte melhora nos indicadores financeiros que consolida a estratégia de gestão ativa de passivos iniciada com o resgate antecipado dos Notes 2026. O fluxo de caixa livre saltou R$ 931 milhões, encerrando em R$ 281 milhões positivos no 2T25, contra resultado negativo de R$ 649 milhões no 1T25, evidenciando a eficácia das medidas de otimização financeira implementadas.
A receita líquida totalizou R$ 6,6 bilhões, queda de 3% no trimestre, influenciada principalmente pela redução de 2,5% na receita líquida por tonelada na Siderurgia e pela redução de 2,9% no volume de vendas domésticas. As vendas de aço somaram 1.079 mil toneladas, praticamente estáveis (-1%) em relação ao trimestre anterior.
O endividamento da companhia apresentou melhora significativa, com a dívida líquida reduzindo 24% para R$ 1,0 bilhão e o indicador de alavancagem caindo para 0,50x, ante 0,71x no 1T25. A empresa destacou que o caixa e aplicações aumentaram 3% no período, totalizando R$ 6,7 bilhões. Esta evolução financeira confirma a base sólida que sustenta o investimento de R$ 1,7 bilhão aprovado para modernização da Coqueria, demonstrando capacidade da companhia de executar investimentos estratégicos mesmo em cenários de pressão operacional.
A administração projeta estabilidade nos volumes de vendas para o próximo trimestre na Siderurgia, com expectativa de queda na receita líquida por tonelada devido aos ajustes realizados ao longo do trimestre anterior. Para a Mineração, espera-se volumes menores em relação ao trimestre anterior, mas alinhados com o plano de vendas anual.







