A Taurus (TASA3) informou nesta terça-feira, 29 de julho de 2025, que desconhece fatos relevantes que justifiquem a oscilação atípica recente de suas ações, mas apontou como possível influência o anúncio do governo americano sobre tarifa de 50% em produtos brasileiros. A fabricante de armas gaúcha respondeu a questionamento da B3 sobre a movimentação das ações ordinárias (TASA3) no período recente.
Em comunicado ao mercado, a companha sediada em São Leopoldo (RS) esclareceu que consultou administradores e acionistas controladores sobre informações relevantes não divulgadas, e todos confirmaram desconhecer qualquer fato que justifique as oscilações registradas na cotação, número de negócios ou quantidades negociadas. A resposta repete o padrão observado há pouco mais de um mês, quando a empresa negou conhecimento de fatos relevantes para oscilações atípicas questionadas pela B3 entre junho, evidenciando que a volatilidade dos papéis tem sido influenciada por fatores externos ao controle da administração.
A Taurus destacou, no entanto, que "o recente anúncio público do governo dos Estados Unidos da América relacionado à aplicação de tarifa de 50% sobre todos os produtos originários do Brasil a partir de 1º de agosto de 2025 pode ter influenciado o mercado como um todo, em especial as empresas que exportam grandes volumes para os Estados Unidos". Esta preocupação ganha relevância quando considerada no contexto dos desafios operacionais enfrentados no primeiro trimestre de 2025, quando a implementação do sistema SAP na unidade americana já havia impactado a receita em 22,2%, sinalizando a importância estratégica do mercado norte-americano para a companhia.
A medida tarifária americana representa um risco relevante para a Taurus, que tem os Estados Unidos como um de seus principais mercados de exportação de armas e munições. A situação adiciona mais uma camada de complexidade externa aos desafios recentes da empresa, que também enfrenta questões legais relacionadas a contratos históricos com a Polícia Militar de São Paulo, demonstrando como fatores regulatórios e geopolíticos podem impactar simultaneamente as perspectivas da companhia. A companhia informou que seguirá monitorando o tema e prestará informações ao mercado conforme a regulamentação vigente, sinalizando que novos comunicados podem ser divulgados à medida que os impactos da tarifa se tornem mais claros.







