A Taurus (TASA3) informou nesta segunda-feira que desconhece qualquer fato relevante que possa justificar as oscilações atípicas registradas em suas ações ordinárias entre 11 e 25 de junho. A resposta veio após solicitação de esclarecimentos da B3, que questionou a empresa sobre a movimentação dos papéis no período.
O comunicado da fabricante de armas foi enviado com atraso de quatro dias. A B3 havia solicitado os esclarecimentos em 25 de junho, com prazo até 26 de junho, mas a Taurus só respondeu em 30 de junho. A empresa justificou o atraso informando que o diretor de Relações com Investidores estava em viagem, com inviabilidade de acesso.
A volatilidade recente das ações TASA3 ocorre em um contexto onde a empresa enfrenta desafios operacionais significativos. Os resultados do primeiro trimestre de 2025 revelaram queda de 22,2% na receita líquida, impactada pela implementação do sistema SAP na unidade norte-americana, evidenciando que pressões operacionais podem estar influenciando o sentimento dos investidores mesmo sem fatos específicos divulgados.
Segundo a Taurus, foram consultados administradores, acionistas controladores e demais pessoas com acesso a atos ou fatos relevantes. Todos foram "unânimes em afirmar que também desconhecem qualquer fato ou ato relevante" que possa ter influenciado as oscilações registradas em TASA3, tanto em relação à cotação quanto ao número de negócios e quantidades negociadas.
A tabela anexa ao comunicado mostra que as ações TASA3 oscilaram entre R$ 7,23 e R$ 7,81 no período questionado pela B3, com volumes diários variando entre R$ 25,6 milhões e R$ 86,1 milhões. A maior variação diária foi registrada em 25 de junho, com queda de 4,24%. Importante notar que esta volatilidade ocorre enquanto a empresa mantém uma alavancagem elevada de 2,72 vezes o EBITDA, fator que pode amplificar a sensibilidade dos papéis a movimentos de mercado.
Pedidos de esclarecimentos sobre oscilações atípicas são procedimentos padrão da B3 quando há movimentação fora do padrão histórico das ações. A resposta da Taurus indica que não há catalisadores específicos conhecidos pela administração para justificar a volatilidade recente dos papéis.







