A São Martinho (SMTO3) anunciou o pagamento de R$ 150 milhões em juros sobre capital próprio (JCP) aos acionistas, equivalente a R$ 0,456512899 por ação. O valor será distribuído no dia 8 de agosto de 2025, com retenção de Imposto de Renda na fonte.
A distribuição de JCP representa um marco importante na recuperação financeira da companhia, especialmente considerando que o montante supera o lucro caixa de R$ 140,5 milhões registrado no 4T25, período ainda impactado pelos incêndios que devastaram 1 milhão de toneladas de cana em 2024. Este movimento demonstra a capacidade de geração de caixa da usina mesmo após adversidades operacionais significativas.
Para ter direito ao recebimento, os investidores precisam estar na posição acionária até 30 de julho de 2025. A partir de 31 de julho, as ações passam a ser negociadas "ex" JCP, ou seja, quem comprar a partir dessa data não receberá o pagamento.
O montante de JCP será deduzido dos dividendos do exercício social que se encerra em 31 de março de 2026. O valor por ação pode sofrer pequenos ajustes até a data do pagamento devido à variação na quantidade de ações em tesouraria da companhia.
A decisão de distribuir R$ 150 milhões aos acionistas alinha-se com a estratégia financeira mais robusta implementada pela empresa, que incluiu a captação de até R$ 1,25 bilhão via debêntures aprovada em maio para fortalecer a estrutura de capital. Esta posição financeira fortalecida permite à companhia manter a remuneração aos acionistas mesmo após ter enfrentado a eliminação de aproximadamente R$ 250 milhões em EBITDA devido aos incêndios.
Para acionistas custodiados no BTG Pactual, os créditos serão disponibilizados conforme o domicílio bancário fornecido. Já para investidores custodiados na B3, o pagamento será repassado pelos agentes de custódia. A distribuição representa uma forma de remuneração aos acionistas da usina de açúcar e etanol, que tem aproveitado o bom momento do setor sucroenergético mesmo com a postura mais conservadora nos investimentos refletida no capex de R$ 2,3 bilhões para 2025/26, redução de 15,3% focada na recuperação operacional pós-incêndios.







