A Oi (OIBR3, OIBR4) registrou alta de 8,15% em 22 de julho, encerrando a R$ 1,99, após ser questionada pela B3 sobre oscilações atípicas em seus papéis. O volume financeiro disparou para R$ 1,39 milhão no pregão, muito acima da média de R$ 200 mil a R$ 300 mil registrada nos dias anteriores, chamando atenção da bolsa brasileira.
Em resposta ao ofício B3 248/2025-SLE, a telefônica em recuperação judicial esclareceu que não possui "fatos ou atos relevantes" que justifiquem as oscilações, além daqueles já amplamente divulgados ao mercado. O comportamento volátil repete um padrão observado ao longo de 2025, similar às oscilações atípicas que levaram a questionamentos da B3 em abril, quando os papéis chegaram a negociar a R$ 8,60 com valorizações superiores a 20% em alguns pregões. A empresa reforçou seu compromisso de manter acionistas informados apenas através de divulgações oficiais.
Entre os fatos já públicos citados pela Oi estão eventos que consolidam a estratégia global de reestruturação iniciada em 2024: a proposta de aditamento ao plano de recuperação judicial para adequar condições de pagamento aos credores, o pedido de recuperação judicial das subsidiárias Serede e Brasil Telecom Call Center como continuidade da reorganização do grupo, e o requerimento de cessação dos processos de Chapter 15 nos Estados Unidos para reavaliar a estratégia internacional de reestruturação.
A companhia informou que essas alternativas "poderão envolver a adoção de medidas adicionais de reestruturação em outras jurisdições", sinalizando possíveis novos desenvolvimentos no processo de recuperação judicial. Investidores devem acompanhar as próximas divulgações oficiais da empresa sobre os avanços na reestruturação financeira.







