A Oi (OIBR3, OIBR4) protocolou nesta terça-feira uma proposta de aditamento ao seu plano de recuperação judicial, buscando principalmente reestruturar as condições de pagamento dos credores trabalhistas e quirografários. A medida visa adequar a geração de caixa do grupo com o fluxo de pagamento dos credores, além de reduzir o passivo para aumentar a disponibilidade de recursos imediatos.

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O plano original da telecom foi aprovado em assembleia geral de credores em 19 de abril de 2024 e homologado em 28 de maio de 2024 pela 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro. Desde então, a companhia implementou diversas medidas de reestruturação previstas no documento.

Este aditamento dá continuidade à estratégia de preservação de liquidez que já resultou na capitalização da totalidade dos juros com vencimento em junho de 2025, quando credores aprovaram a incorporação dos juros ao valor principal da dívida ao invés do pagamento em caixa. Ambas as medidas refletem o alinhamento entre empresa e credores para fortalecer a posição financeira durante o processo de recuperação.

O aditamento proposto tem três objetivos centrais: reestruturar condições de pagamento dos credores trabalhistas (Classe I) e de certos credores quirografários (Classe III), reduzir o passivo do Grupo Oi para aumentar recursos imediatos e garantir fôlego financeiro para que a nova gestão adeque a estrutura de capital conforme a realidade financeira da empresa. A reestruturação se justifica pelos sinais de recuperação operacional, evidenciados pelo lucro líquido de R$1,65 bilhão registrado no primeiro trimestre de 2025, que reverteu o prejuízo de R$2,78 bilhões do ano anterior e demonstrou a eficácia das medidas já implementadas.

A adequação do cronograma de pagamentos ganha ainda mais relevância considerando os desafios enfrentados pela operadora, incluindo a pressão da B3 para resolver a situação de penny stock até novembro de 2025, sob risco de deslistagem. A flexibilização proposta no aditamento busca proporcionar o fôlego financeiro necessário para que a empresa navegue esses desafios enquanto consolida sua recuperação operacional.

A proposta será submetida à deliberação da assembleia geral de credores e posterior homologação pelo juízo da recuperação judicial. O documento pode sofrer ajustes nos termos e condições durante o processo de aprovação. A íntegra da petição está disponível nos sites da companhia e da CVM para consulta de acionistas e credores.

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