A Moura Dubeux (MDNE3) registrou vendas líquidas recordes de R$ 1,193 bilhão no segundo trimestre de 2025, representando crescimento expressivo de 142,5% em relação ao mesmo período do ano anterior e alta de 116,5% versus o trimestre anterior. O resultado consolida a posição da incorporadora como líder em market share no Nordeste brasileiro e confirma a trajetória de crescimento acelerado iniciada com o lucro recorde de R$ 70 milhões registrado no primeiro trimestre, quando a empresa já havia sinalizado o potencial de expansão que agora se materializa em escala ainda maior.
No acumulado do primeiro semestre, as vendas líquidas somaram R$ 1,744 bilhão, aumento robusto de 101,9% comparado aos R$ 864 milhões registrados no 1S24. A performance operacional foi impulsionada pelo forte lançamento de novos projetos, que totalizaram R$ 1,864 bilhão em VGV líquido no trimestre. Este crescimento extraordinário valida a tese de investimento apresentada pelo CEO Diego Villar no podcast da XP em junho, onde foram expostos os pilares estratégicos que sustentam a narrativa de crescimento da construtora pernambucana.
A companhia lançou seis projetos no 2T25, com destaque para empreendimentos de alto padrão que representaram 68,4% das vendas do período. Pernambuco concentrou 62,4% das vendas, seguido pelo Ceará com 16,9%. O índice de distratos melhorou significativamente, caindo para 6,5% das vendas brutas ante 9,5% no ano anterior. O robusto desempenho operacional demonstra a eficácia da estratégia de captação de recursos, incluindo a emissão de CRI de R$ 250 milhões anunciada em maio, que fortaleceu a capacidade de lançamentos da empresa.
A velocidade de vendas sobre oferta (VSO) líquida nos últimos 12 meses atingiu 55,6%, com alta de 9,1 pontos percentuais na comparação anual. O landbank da empresa totaliza R$ 9,5 bilhões em VGV bruto, distribuído em 53 terrenos, sendo 50% adquiridos via permuta física. A Moura Dubeux entregou um projeto no trimestre e registrou consumo de caixa de R$ 5 milhões, excluindo dividendos. A consistência dos resultados levou a administração a aprovar um novo programa de recompra de ações em junho, reforçando a confiança no potencial de valorização sustentado pela performance operacional excepcional.







