A Eneva (ENEV3) anunciou nesta segunda-feira a divulgação de seu novo Relato Integrado, que pela primeira vez inclui um Databook ESG com indicadores das principais diretrizes internacionais de sustentabilidade. A empresa também revisou suas metas públicas de ESG para garantir melhor alinhamento com seu modelo de negócios.
O novo plano estratégico da companhia está fundamentado em três pilares essenciais: Transição e Segurança Energética, Oportunidades Socioeconômicas e Conservação Ambiental e Bioeconomia. A reformulação busca uma abordagem mais pragmática e permite mensuração mais clara do impacto de suas operações nas comunidades onde atua.
No pilar de Transição e Segurança Energética, a Eneva definiu como objetivo prover segurança energética com fontes firmes e flexíveis, complementando o suprimento renovável do Brasil, além de investir em tecnologias de baixo carbono para reduzir emissões. Esta diretriz consolida o posicionamento estratégico apresentado na divulgação corporativa de abril, quando a empresa reafirmou sua posição como maior geradora térmica do Brasil com 7,2 GW de capacidade instalada. O segundo pilar foca em reduzir a pobreza através da educação e investimento local, incluindo o empoderamento feminino e ampliação do acesso a ferramentas econômicas.
Já o terceiro pilar estabelece eixos para fortalecer a bioeconomia baseada em sistemas agroflorestais familiares e utilizar recursos naturais de forma sustentável. O Databook ESG contempla indicadores das diretrizes da Global Reporting Initiative (GRI), do Sustainability Accounting Standards Board (SASB) e do Task Force on Climate-related Financial Disclosures (TCFD).
O documento reflete os resultados e impactos da companhia ao longo dos últimos cinco anos, período em que a Eneva registrou crescimento expressivo de 433% no valor de mercado desde o re-IPO em 2017, consolidando sua trajetória de expansão através de investimentos estratégicos e aquisições. A estratégia de crescimento sustentável evidenciada no plano ESG também se reflete nos resultados operacionais recordes do primeiro trimestre de 2025, quando a empresa registrou EBITDA de R$ 1,53 bilhão e demonstrou a eficácia de seus investimentos em capacidade e eficiência operacional.
Os investidores devem acompanhar a implementação dessas metas nos próximos trimestres, especialmente os indicadores de desempenho específicos que a empresa definiu para cada eixo de atuação, considerando que a companhia continua expandindo sua capacidade através de projetos como a aquisição do Projeto Jandaia no Ceará, que adiciona até 2,4 GW ao pipeline da empresa e demonstra o alinhamento entre crescimento operacional e compromissos ESG.







