A Copel (CPLE3, CPLE5, CPLE6) anunciou que seu Conselho de Administração aprovou por unanimidade o início do processo de migração para o Novo Mercado da B3, segmento que exige as mais elevadas práticas de governança corporativa. A assembleia geral extraordinária que deliberará sobre a proposta está marcada para 4 de agosto de 2025.

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O processo contempla a conversão obrigatória de todas as ações preferenciais classes A e B em ações ordinárias, na proporção de 1 ação ordinária e 1 ação preferencial classe C (PNC) para cada ação preferencial existente. As ações PNC serão imediatamente resgatadas pelo valor de R$ 0,7749 por papel, utilizando reservas de lucros da companhia.

Esta decisão representa a culminância da estratégia de fortalecimento de governança iniciada pela companhia em maio, quando aprovou nova Política de Dividendos com distribuição mínima de 75% do lucro líquido e definiu sua estrutura ótima de capital com alavancagem target de 2,8x EBITDA. A migração para o Novo Mercado consolida esse movimento de aprimoramento das práticas corporativas, que já havia sido reconhecido pela manutenção do rating AAA pela Fitch Ratings, que destacou especificamente o sólido perfil de negócios e a estratégia de diluição de riscos operacionais.

Após a conclusão da operação, o capital social da Copel será representado exclusivamente por ações ordinárias e por uma golden share preferencial de titularidade do Estado do Paraná. A empresa destaca que a operação não resultará em diluição de acionistas, considerando o capital social total.

A implementação do processo está condicionada à aprovação nas assembleias gerais, ratificação em assembleias especiais de acionistas preferencialistas, anuência dos credores e efetivo ingresso no Novo Mercado. Acionistas preferenciais que não votarem afirmativamente à conversão terão direito de recesso.

Com a migração, a Copel espera aumentar a liquidez de suas ações através da unificação das classes de papéis e expandir sua base de investidores. O movimento se alinha ao crescente interesse de investidores institucionais pela companhia, evidenciado pela entrada da gestora americana GQG Partners com 5,01% das ações ordinárias, que declarou não ter intenção de alterar o controle, mas buscava um investimento minoritário de qualidade. O posicionamento no mais alto nível de governança da bolsa brasileira deverá potencializar essa atratividade, apoiado pelos resultados sólidos com lucro de R$ 576,9 milhões no primeiro trimestre e alavancagem conservadora de 2,3x que demonstram a disciplina financeira da elétrica paranaense.

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