A Construtora Tenda (TEND3) aprovou uma operação de securitização de certificados de recebíveis imobiliários (CRI) no valor total de até R$ 300 milhões, com primeira emissão de R$ 160 milhões prevista para 30 de junho de 2025. A companhia receberá R$ 159 milhões líquidos na primeira integralização, recursos que melhorarão significativamente seu fluxo de caixa através da antecipação de recebíveis de vendas já realizadas.

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A operação representa uma estratégia típica do setor imobiliário para otimizar capital de giro, permitindo que a Tenda antecipe recursos que só seriam recebidos ao longo dos próximos anos. Os CRI serão lastreados em contratos de venda de imóveis residenciais da própria Tenda e de suas subsidiárias Tenda Negócios Imobiliários e Alea, oferecendo aos investidores rendimentos atrativos em diferentes classes de risco.

Esta nova captação consolida a estratégia coordenada de financiamento da construtora, que já havia aprovado sua 12ª emissão de debêntures de R$ 180 milhões em maio também para operação de securitização de recebíveis imobiliários. A sequência de operações demonstra o aproveitamento sistemático do bom momento operacional da empresa para otimizar sua estrutura de capital.

A securitização será estruturada em duas séries da classe sênior e uma classe subordinada, com rendimentos que variam de DI + 2% até 11% ao ano mais IPCA. A Opea Securitizadora conduzirá a emissão, enquanto a Galapagos Capital atuará como coordenador líder da distribuição pública dos certificados. Cabe destacar que esta operação faz parte de uma gestão de capital mais ampla que inclui a recente liquidação de derivativos com ganho de R$ 43 milhões, evidenciando uma abordagem integrada de otimização financeira.

As integralizações sucessivas poderão ocorrer até dezembro de 2025, proporcionando à Tenda flexibilidade para captar recursos conforme sua necessidade de caixa. O timing da operação aproveita o momento de forte desempenho da companhia, que registrou lucro recorde de R$ 85,5 milhões no 1T25, um crescimento de 1.829,3% que demonstra a solidez operacional necessária para estruturar operações de securitização robustas.

Para investidores em TEND3, a operação sinaliza uma gestão financeira proativa, antecipando recursos que poderão ser reinvestidos em novos projetos ou redução de endividamento, fatores positivos para a geração de valor aos acionistas.

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