A Construtora Tenda (TEND3) obteve ganho de aproximadamente R$ 43 milhões com a liquidação antecipada de contratos de derivativos referenciados em suas próprias ações. O Conselho de Administração aprovou a operação em reunião na segunda-feira e também autorizou a recompra de até 4,6 milhões de ações ordinárias em operação privada.
A estratégia de liquidação de derivativos e recompra de ações demonstra o aproveitamento da valorização dos papéis da companhia, movimento que ganha força após a construtora ter registrado lucro recorde de R$ 85,5 milhões no 1T25, representando crescimento de 1.829,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. O forte desempenho operacional tem atraído interesse institucional, como evidenciado pela recente ampliação da participação do Morgan Stanley para 5,03% do capital social da empresa.
A construtora liquidou integralmente contratos de derivativos sobre 4,5 milhões de ações firmados com o Itaú Unibanco em outubro de 2024, além de liquidação parcial de contratos sobre 100 mil ações com o Bradesco de dezembro. A estratégia visa mitigar riscos de diluição acionária e aproveitar a valorização das ações da companhia.
Esta operação integra uma gestão de capital mais ampla da Tenda, que recentemente também aprovou sua 12ª emissão de debêntures no valor de R$ 180 milhões para operação de securitização de recebíveis imobiliários. A combinação de captação de recursos via CRI e otimização do capital próprio através de derivativos e recompra demonstra a estratégia coordenada de financiamento da companhia.
As ações a serem recompradas atenderão ao Programa de Incentivo de Longo Prazo aprovado em 2014, com aquisição a preços de mercado. A operação deve ser concluída até 23 de junho de 2025 e não alterará o controle acionário nem a estrutura administrativa da Tenda. Atualmente, a Tenda possui 123,09 milhões de ações em circulação e mantém quatro instrumentos de derivativos referenciados em 7,64 milhões de ações junto aos bancos Santander e Bradesco. A companhia ressalta que a recompra não comprometerá o pagamento de dividendos obrigatórios devido à situação de liquidez da empresa.







