A Sequoia (SEQL3) anunciou na segunda-feira seu sexto adiamento consecutivo para divulgação dos resultados de 2024, empurrando a data de 9 de junho para 11 de junho. A sequência de adiamentos desde abril levanta questionamentos sobre a situação contábil da transportadora, que já havia postergado a divulgação em 17 de abril, 29 de abril, 7 de maio, 13 de maio e 26 de maio.

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O novo adiamento foi solicitado pela Ernst & Young, auditoria independente responsável pela revisão das demonstrações financeiras da companhia no período. Ironicamente, a EY é a mesma empresa que a Sequoia havia substituído pela BDO RCS Auditores Independentes em maio, quando informou que a mudança seguiria as regras de rodízio obrigatório da CVM. A permanência da EY na auditoria de 2024 sugere complexidades técnicas que impediram a transição planejada.

Este sexto adiamento representa uma escalada significativa em relação ao primeiro adiamento anunciado em 17 de abril, quando a empresa transferiu a divulgação de 22 de abril para 30 de abril, citando necessidade de conclusão dos trabalhos de revisão. Na época, a companhia já estava implementando seu Plano de Recuperação Extrajudicial, tendo quitado R$ 16,3 milhões em dívidas com deságio de 70% e realizado outras medidas de reestruturação financeira.

A Sequoia mantém o discurso de "compromisso com transparência e precisão das informações", mas a série de postergações pode sinalizar complexidades na auditoria ou questões contábeis pendentes relacionadas ao Plano de Recuperação Extrajudicial homologado judicialmente. A reestruturação financeira da empresa, que incluiu conversão de dívidas em ações e renegociação de créditos bancários, pode estar gerando desafios contábeis adicionais para a auditoria.

O webinar de apresentação dos resultados do quarto trimestre será realizado em 12 de junho, às 10h, via Zoom, com transmissão simultânea em inglês. A empresa prometeu manter acionistas informados sobre novos desdobramentos, indicando possibilidade de ajustes adicionais no cronograma.

Para investidores de SEQL3, o cenário exige atenção especial aos números quando finalmente divulgados, especialmente indicadores de liquidez, endividamento e fluxo de caixa operacional. A recorrência dos adiamentos pode impactar a confiança do mercado e a percepção de risco da companhia.

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