A Petrobras (PETR3, PETR4) recebeu citação de ação judicial de R$ 36 bilhões movida pela Sete Brasil Participações e suas subsidiárias, relacionada a supostos prejuízos do "Projeto Sondas". A petroleira estatal contestou veementemente as alegações e garantiu que não haverá impacto nas demonstrações financeiras do segundo trimestre de 2025.

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O Projeto Sondas foi um dos empreendimentos mais controversos da era pré-sal, envolvendo a construção de sondas de perfuração para exploração petrolífera. A Sete Brasil, que participou do projeto, alega ter sofrido prejuízos significativos e responsabiliza a Petrobras pelos danos financeiros.

Em comunicado oficial, a Petrobras classificou as alegações como "improcedentes" e informou que "não reconhece qualquer responsabilidade pelos prejuízos alegados". A postura de defesa técnica e jurídica espelha a estratégia adotada pela companhia no contencioso tributário com o Estado do Rio de Janeiro, onde a empresa também contesta valores em discussão com base em avaliações técnicas e jurídicas robustas. A empresa garantiu que adotará "todas as medidas necessárias à proteção de seus interesses e de seus investidores" quando iniciar sua contestação judicial.

O valor de R$ 36 bilhões foi atribuído unilateralmente pela Sete Brasil, segundo a Petrobras. Embora significativo, o montante representa pouco mais que o lucro líquido de R$ 35,2 bilhões registrado apenas no primeiro trimestre de 2025, evidenciando a capacidade financeira atual da estatal para sustentar sua defesa judicial sem comprometer suas operações ou estratégia de investimentos. A estatal enfatizou que o processo não impactará seus resultados financeiros no trimestre atual, sinalizando confiança na defesa judicial que será apresentada.

Investidores devem acompanhar os próximos desenvolvimentos do processo, que ainda está em fase inicial. A gestão de contingências judiciais está integrada ao planejamento estratégico da companhia, que mantém investimentos de US$ 111 bilhões previstos para 2025-2029 sem alterações decorrentes de processos em discussão. A Petrobras terá prazo para apresentar sua contestação formal, quando serão conhecidos os argumentos técnicos e jurídicos da defesa da petroleira.

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