A GOL Linhas Aéreas Inteligentes (GOLL3, GOLL4) concluiu nesta sexta-feira sua reestruturação financeira no Chapter 11 dos Estados Unidos, levantando US$ 1,9 bilhão em financiamento de saída e encerrando o processo judicial supervisionado pela corte de Nova York. A companhia emerge com posição de liquidez robusta de aproximadamente US$ 900 milhões e alavancagem significativamente reduzida de 5,4x.
"Hoje somos significativamente mais fortes", afirmou Celso Ferrer, CEO da GOL, destacando que a empresa racionalizou sua frota, otimizou custos e redesenhou sua malha aérea. A reestruturação marca uma nova fase para a pioneira do segmento de baixo custo na América Latina, que completou mais de 20 anos transformando o mercado de aviação regional.
Como resultado do processo, a Abra Group Limited passou a controlar aproximadamente 80% da totalidade das ações ordinárias e preferenciais da GOL, consolidando sua posição como controladora. A capitalização aprovada totalizou R$ 12,029 bilhões, com emissão de mais de 8,1 bilhões de ações ordinárias e 968 milhões de ações preferenciais, materializando o extenso plano de capitalização de até R$ 19,2 bilhões anunciado em maio como parte central da reestruturação.
A partir de 12 de junho de 2025, as ações da companhia passam a ser negociadas na B3 com novos códigos: GOLL53 para ordinárias e GOLL54 para preferenciais, ambas com fator de cotação e lote padrão de 1.000 ações. Os códigos atuais GOLL3 e GOLL4 serão automaticamente transformados.
Esta conclusão representa o desfecho bem-sucedido do processo iniciado há mais de um ano, que ganhou momentum decisivo com a aprovação judicial do Plano de Reorganização em maio de 2025. O trajeto até aqui incluiu marcos fundamentais como o acordo estratégico com credores que garantiu US$ 1,375 bilhão em compromissos e a conclusão das negociações com a Boeing em abril, que proporcionaram benefícios significativos para a reestruturação.
A GOL planeja expandir sua capacidade com a entrega prevista de cinco aeronaves Boeing 737 MAX em 2025, enquanto trabalha para ter toda a frota de 139 aeronaves Boeing 737 operacional até o primeiro trimestre de 2026. A empresa mantém alavancagem líquida projetada inferior a 3x até o final de 2027, posicionando-se para investimentos em experiência do cliente e expansão da malha aérea, construindo sobre os fundamentos sólidos demonstrados nos excelentes resultados do primeiro trimestre de 2025, quando registrou crescimento de 19,4% na receita e margem EBITDA de 27,3%.







