A Brava Energia (BRAV3) anunciou a aprovação de uma operação estratégica envolvendo 9.480.932 ações ordinárias próprias, com duplo objetivo de eliminar participação recíproca e ampliar a liquidez de sua estrutura de capital. O Conselho de Administração aprovou a transação em 4 de junho de 2025, com prazo de execução de 18 meses.

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A operação surge da necessidade de ajustar a participação recíproca resultante da incorporação da Enauta Participações, efetivada em 31 de julho de 2024, que marcou o início da trajetória de recordes operacionais da companhia. A Lei das S.A. determina que esse tipo de participação deve ser eliminada no prazo máximo de um ano após a incorporação.

A estratégia aprovada prevê duas frentes simultâneas: a alienação da totalidade das ações ordinárias detidas pela subsidiária Enauta Energia através do mercado da B3, a preço de mercado, e a contratação de instrumentos derivativos para operação de total return swap (TRS) referenciada na compra de até 9.480.932 ações ordinárias. A decisão de ampliar a liquidez das ações surge em momento estratégico para a companhia, que tem atraído crescente interesse de investidores institucionais, como evidenciado pela entrada do Yellowstone Fundo com participação de 5,29% e a posição de 4,88% do Goldman Sachs através de derivativos.

A administração considerou o valor atual das ações e a potencial valorização no horizonte de 18 meses para estruturar a operação. Esta análise fundamenta-se no desempenho excepcional pós-incorporação, com a empresa estabelecendo recordes consecutivos de produção em maio, atingindo 88,6 mil boe/d, consolidando a eficácia da integração dos ativos da Enauta ao portfólio da Brava. A diretoria da Enauta Energia terá autonomia para decidir sobre o momento e quantidade de ações a serem alienadas, respeitando a regulamentação da CVM.

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