A Energisa (ENGI3, ENGI4, ENGI11) divulgou nesta sexta-feira, 23 de maio de 2025, seu boletim de relações com investidores, reportando um crescimento de 0,5% no consumo total de energia nos quatro primeiros meses do ano, totalizando 14.227,1 GWh nas áreas de concessão do grupo. Esse resultado dá continuidade à tendência de crescimento moderado observada nos últimos meses.

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Segundo o documento, o mercado livre foi o principal responsável por puxar esse movimento positivo, influenciado por migrações de consumidores e ampliação do consumo na indústria. Mesmo descontando o efeito das migrações, o consumo dos clientes livres seguiria avançando, enquanto o mercado cativo passaria a apresentar estabilidade.

As classes industrial e residencial foram determinantes para o resultado positivo no quadrimestre, apresentando crescimentos de 3,3% e 1,5%, respectivamente. O bom desempenho da indústria foi impulsionado principalmente pelos setores de minerais e alimentos, seguindo padrão semelhante ao observado no início do ano.

Entre as nove distribuidoras do grupo, cinco apresentaram crescimento no consumo, com destaque para as concessões localizadas no Nordeste e Sudeste. A Energisa Sergipe (ESE) registrou a maior alta, com 3,8%, seguida pela Energisa Paraíba (EPB), com 3,3%.

O boletim também revelou que o consumo de abril de 2025 apresentou uma redução de 1,7% em comparação ao mesmo mês do ano anterior, totalizando 3.560,7 GWh. As classes residencial e comercial foram as que mais impactaram negativamente o resultado, afetadas por temperaturas mais baixas que em abril de 2024, especialmente no Centro-Oeste, e por um calendário de faturamento menor em todas as empresas.

A companhia destacou que, descontando o efeito do calendário, o consumo em abril teria avançado 2,5%. Outro fator que limitou o resultado foi a alta base de comparação, já que em abril de 2024 o consumo havia crescido 12,5% frente ao ano anterior, registrando a maior taxa em 21 anos.

No que diz respeito às perdas de energia, a Energisa Consolidada registrou índice de 12,17% em abril de 2025, abaixo do limite regulatório de 12,26%, demonstrando melhoria na eficiência operacional. Este desempenho operacional ocorre pouco depois da companhia ter divulgado seus resultados financeiros do primeiro trimestre, quando reportou lucro líquido de R$ 1.026,7 milhões.

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