A Copel (CPLE3) registrou Ebitda recorrente consolidado de R$ 1,6126 bi (EBITDA é o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) no segundo trimestre de 2026, crescimento de 20,8% em relação ao 2T25. O lucro líquido recorrente alcançou R$ 645,1 mi no 2T26, alta de 42,6% na comparação anual, em movimento atribuído pela companhia ao melhor desempenho operacional, maior eficiência em custos e queda da taxa efetiva de imposto de renda.
No período, o Ebitda da distribuidora (Copel DIS) avançou 34,5%, com aumento de R$ 196,3 mi frente ao 2T25, impulsionado pelo crescimento de 7,2% do mercado fio faturado e pela redução de 0,4% dos custos gerenciáveis recorrentes (PMSO). Já o Ebitda da geradora e transmissora (Copel GeT) subiu 10,1%, com acréscimo de R$ 76,8 mi, apoiado em maior preço médio de venda de energia, cenário hídrico favorável e queda de 6,3% no PMSO recorrente.
A companhia destacou receita de R$ 74,6 mi com modulação hídrica e submercado no 2T26, além de aumento de 319% nas vendas de energia para 2027-2028, com preço médio (P-MIX) 6% acima das vendas de fonte hídrica realizadas no primeiro trimestre de 2026. A inadimplência reportada na comercialização foi de 0,01%, e a gestão do portfólio seguiu focada na captura de oportunidades de mercado.
Os investimentos (capex) consolidados somaram R$ 957,2 mi no 2T26, dentro de um plano anual que prevê R$ 3,021 bi em 2026, considerando aportes em geração, transmissão, distribuição e aproximadamente R$ 318 mi vinculados ao Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP). Em distribuição, os recursos foram direcionados à qualidade do serviço e à expansão da rede, enquanto em geração e transmissão a Copel manteve projetos como as ampliações nas usinas hidrelétricas Foz do Areia e Segredo.
Em 30 de junho de 2026, a alavancagem financeira da Copel, medida pela razão dívida líquida/Ebitda recorrente, estava em 2,9 vezes, nível que a empresa informa estar alinhado aos novos parâmetros da sua estrutura ótima de capital, cuja meta passou a ser justamente 2,9 vezes, com faixa de tolerância entre 2,6 e 3,2 vezes. No campo da remuneração ao acionista, a Copel pagou em 30 de junho de 2026 dividendos referentes a dezembro de 2025 no valor total de R$ 1,35 bi e aprovou Juros sobre Capital Próprio (JCP) de R$ 706 mi, equivalentes a R$ 0,2377 por ação, com pagamento previsto para 30 de setembro de 2026.







