Na quinta-feira, 6 de agosto de 2026, a Energisa (ENGI11) divulgou que registrou EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 2,266 bi no segundo trimestre de 2026 (2T26), alta de 4% em relação ao 2T25. O lucro líquido consolidado foi um prejuízo de R$ 40 mi, ante lucro de R$ 490 mi um ano antes, enquanto o lucro líquido consolidado ajustado recorrente somou R$ 88 mi, queda de 80%, impactado principalmente pelo maior custo da dívida.

No trimestre, a receita operacional bruta atingiu R$ 12,780 bi, avanço de 10% sobre o 2T25, e a receita líquida ajustada chegou a R$ 7,250 bi, alta de 4%. O EBITDA ajustado recorrente foi de R$ 1,954 bi, ligeiramente acima dos R$ 1,943 bi do 2T25, impulsionado pelos negócios de transmissão, (re)energisa e distribuição de gás natural, e parcialmente compensado por recuo de 1% na distribuição de energia elétrica e menor resultado em holding e outros.

O resultado financeiro líquido foi uma despesa de R$ 1,824 bi no 2T26, aumento de 72% frente ao 2T25, reflexo da elevação de 15% na dívida líquida em relação a junho de 2025 e do maior custo médio do endividamento, parcialmente compensado por efeitos do acordo da Energisa Rondônia (Acordo ERO), que gerou impacto positivo de R$ 594 mi no resultado financeiro. Sem esse efeito não recorrente, a despesa financeira recorrente seria de R$ 1,242 bi, alta de 46% contra o ano anterior.

A companhia encerrou junho de 2026 com dívida líquida ajustada por créditos setoriais de R$ 32,530 bi, recuo ante R$ 33,258 bi em março de 2026. A relação dívida líquida/EBITDA ajustado covenants dos últimos 12 meses caiu de 3,5x no fim do 1T26 para 3,1x, influenciada pela conclusão da venda de ações preferenciais da Denerge, no valor estimado de R$ 1,4 bi, e pelos efeitos do Acordo ERO sobre o EBITDA covenants.

No campo operacional, o grupo investiu R$ 1,713 bi no 2T26, aumento de 7% sobre o 2T25, com foco principalmente na distribuição de energia elétrica, que recebeu R$ 1,567 bi, e na expansão da infraestrutura de gás natural, que somou R$ 30 mi. As concessões de quatro grandes distribuidoras (EMT, EMS, EPB e ESE) foram renovadas por mais 30 anos, até 2061, e os negócios de gás apresentaram desempenho mais forte, com EBITDA da ES Gás crescendo 90% e da Norgás 35% no trimestre.

Entre os eventos financeiros subsequentes, o conselho de administração aprovou a distribuição de dividendos intercalares de R$ 251,5 mi, equivalentes a R$ 0,10 por ação ordinária e preferencial ou R$ 0,50 por unit, com pagamento em 24 de agosto de 2026. No mesmo período, controladas emitiram debêntures e contrataram novos empréstimos para financiar projetos de infraestrutura de distribuição e transmissão de energia elétrica.

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