O Magazine Luiza (MGLU3) divulgou seus resultados do primeiro trimestre de 2025 nesta quinta-feira, 8 de maio de 2025, reportando um lucro líquido recorrente de R$11 milhões, marcando o sexto trimestre consecutivo com resultado positivo, mesmo com a curva de juros 27% superior ao mesmo período do ano anterior.

O EBITDA ajustado da companhia cresceu 10,3% em relação ao mesmo período de 2024, atingindo R$759 milhões no 1T25, com margem de 8,1% - um aumento de 0,7 ponto percentual comparado ao ano anterior. Este crescimento foi impulsionado principalmente pela melhora na margem bruta e pelo aumento da receita de serviços.

As vendas totais do Magazine Luiza no primeiro trimestre somaram R$16 bilhões, um crescimento de 0,2% em relação ao 1T24. Nas lojas físicas, as vendas totalizaram R$5 bilhões, registrando um aumento de 6,2% (7,1% no conceito mesmas lojas). Já o e-commerce registrou R$11,2 bilhões, ficando levemente abaixo do volume do mesmo período do ano anterior.

A estratégia de foco em rentabilidade resultou em margem bruta de 30,6%, com expansão de 0,7 ponto percentual comparada ao 1T24. Este avanço foi impulsionado pelo aumento na margem de mercadorias e pela maior contribuição da receita de serviços como marketplace, ads e seguros.

O marketplace representou 41% das vendas online no trimestre, com volume de R$4,6 bilhões. Destaque para o MagaluAds, que manteve forte crescimento, com alta de 53% na receita total, impulsionado por melhorias de produto, maior engajamento e novas parcerias com marcas.

A companhia encerrou o trimestre com posição de caixa total de R$6,7 bilhões e caixa líquido de R$2,1 bilhões. Em abril, o Magazine Luiza anunciou duas operações financeiras relevantes: uma emissão de debêntures de R$1 bilhão com prazo de cinco anos, e um contrato de financiamento com a IFC no valor de US$130 milhões, também com prazo de cinco anos.

Outro destaque do período foi a aprovação da MagaluPay SCFI pelo Banco Central, permitindo à empresa avançar na vertical de serviços financeiros com uma estrutura mais eficiente e escalável. Já a Luizacred registrou lucro líquido de R$84 milhões no trimestre (ROE anualizado de 17%), com faturamento em cartões de crédito de R$14 bilhões.

O Magalu destacou ainda a expansão do fulfillment para sellers, que representou 24% dos pedidos do marketplace no trimestre (versus 16% no 1T24), contribuindo para prazos menores de entrega e maior conversão de vendas - um dos principais focos da companhia para 2025.

Após a divulgação dos resultados positivos, investidores aguardam a distribuição dos dividendos de R$225 milhões anunciada pela empresa no final de abril, parte da estratégia da companhia de remuneração aos acionistas enquanto mantém seus planos de expansão.

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