Brava Energia (BRAV3) cresce 51,3% em EBITDA e atinge R$ 3,5 bi em 2024
Companhia reporta receita de R$ 10,1 bilhões com aumento de 44,1% no comparativo anual e produção recorde de 73,9 mil barris em fevereiro de 2025

A Brava Energia (BRAV3) divulgou nesta quinta-feira seus resultados financeiros referentes ao quarto trimestre e ao exercício de 2024, registrando um EBITDA Ajustado proforma de R$ 3,5 bilhões, um crescimento de 51,3% em comparação ao ano anterior. A receita líquida proforma consolidada totalizou R$ 10,1 bilhões, um avanço de 44,1% no comparativo anual.
A companhia, resultado da fusão entre a 3R Petroleum e a Enauta concluída em 31 de julho de 2024, alcançou uma produção média total de 55.674 barris de óleo equivalente por dia (boe/dia) em 2024, representando um crescimento de 13,1% em relação a 2023. A empresa reportou já em fevereiro de 2025 um recorde histórico de produção de 73,9 mil boe/dia.
O relatório destaca marcos operacionais importantes, como o primeiro óleo do FPSO Atlanta, tornando a Brava a primeira empresa independente de petróleo e gás natural a desenvolver um sistema de produção em águas profundas desde sua fase inicial, e a retomada da produção no campo Papa-Terra, que atingiu 15 mil barris por dia em fevereiro de 2025 após parada programada.
A companhia concluiu ainda a aquisição de 23% de participação em Parque das Conchas em dezembro de 2024, fortalecendo sua posição no segmento offshore. O custo de extração (lifting cost) apresentou redução para US$ 17,5/boe no quarto trimestre, uma queda de 18,7% na comparação anual e de 12,7% em relação ao trimestre anterior.
No segmento onshore, a Brava reportou maior eficiência operacional, com destaque para o melhor resultado de produção no Complexo do Recôncavo desde a aquisição do ativo. O preço médio de venda de óleo ficou em US$ 68,9/bbl no 4T24, recuo de 8,4% frente ao mesmo período do ano anterior.
A margem EBITDA Ajustada atingiu 34,7% no ano de 2024, apresentando um aumento de 5,0 pontos percentuais em relação a 2023. A empresa encerrou o período com posição de caixa de aproximadamente US$ 1,0 bilhão, demonstrando solidez financeira, mesmo após a companhia obter waiver para alterar temporariamente limites de índices financeiros.
"Em 2025, a dedicação das nossas lideranças estará voltada para ampliar as melhorias operacionais, que vão se traduzir em aumento da produção e redução de custos por barril", afirmou a administração da Brava Energia em mensagem aos investidores.
A companhia informou ainda que já concluiu a primeira etapa para destravamento de sinergias em 2024, incluindo otimização de equipes, pré-pagamento de linhas de crédito com custo mais elevado e avanço da reestruturação societária para viabilizar otimizações fiscais. Este movimento ocorre enquanto a empresa avança em sua estratégia de otimização de portfólio, que inclui a limitação da venda de ativos onshore apenas à Bahia.
BRAV3: cotação e indicadoresBrava Energia
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