A Embraer (EMBR3) divulgou nesta quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025, seus resultados do quarto trimestre e ano fiscal de 2024, registrando lucro líquido anual de R$1,9 bilhão, mais que o dobro dos R$783,6 milhões reportados em 2023. O lucro por ação passou de R$1,0667 em 2023 para R$2,6120 em 2024.
A receita da fabricante brasileira de aeronaves atingiu R$35,4 bilhões em 2024, representando um crescimento de 36% na comparação anual, alcançando o limite superior das estimativas da companhia. No quarto trimestre, a receita totalizou R$13,7 bilhões, 41% acima do mesmo período do ano anterior.
O EBIT ajustado (lucro antes de juros e impostos) somou R$4,0 bilhões em 2024, com margem de 11,3%, superando as projeções anuais da empresa. No último trimestre, o EBIT ajustado foi de R$1,6 bilhão, com margem de 11,5%.
"Todas as unidades de negócios tiveram um bom desempenho ao longo do ano, especialmente Defesa & Segurança e Aviação Executiva, cujas receitas aumentaram 55% e 42% em relação ao ano anterior, respectivamente", destacou a companhia no documento. O crescimento na Aviação Executiva foi impulsionado por acordos importantes como o contrato recorde com a Flexjet, avaliado em até US$ 7 bilhões.
A Embraer entregou 206 aeronaves em 2024, representando um aumento de 14% em relação às 181 unidades de 2023. No quarto trimestre, foram entregues 75 jatos, sendo 31 comerciais e 44 executivos. A divisão comercial continua firmando importantes contratos, como o acordo recente com a ANA do Japão para 15 jatos E190-E2, que marcou a primeira venda deste modelo no mercado japonês.
A carteira de pedidos atingiu o valor recorde de US$26,3 bilhões ao final de 2024, um crescimento de mais de 40% na comparação anual. Todas as quatro unidades de negócios registraram crescimento em comparação com o ano anterior, com destaque para Aviação Executiva (+70%) e Serviços & Suporte (+65%).
O fluxo de caixa livre ajustado sem Eve foi de R$6,0 bilhões durante o trimestre e R$4,6 bilhões no ano, resultando em uma posição de dívida líquida de R$684,6 milhões ao final de 2024. A relação dívida líquida/EBITDA melhorou de 1,4x em 2023 para 0,1x. A empresa tem realizado uma gestão ativa de seu endividamento, incluindo ofertas para recompra de bonds com vencimentos em 2027 e 2028.
A Moody's elevou a classificação de crédito da Embraer de "Ba1" para "Baa3" com perspectiva estável em dezembro. Com isso, todas as três principais agências de classificação dos EUA passaram a considerar a empresa como Investment Grade.
Para 2025, a fabricante projeta entregas de 77 a 85 aeronaves comerciais e 145 a 155 aeronaves executivas. A receita estimada está entre US$7,0 e US$7,5 bilhões, com margem EBIT ajustada entre 7,5% e 8,3% e fluxo de caixa livre ajustado de US$200 milhões ou mais. Este cenário positivo reforça o plano de investimento de R$ 20 bilhões até 2030 anunciado pela empresa, com foco no desenvolvimento de novos produtos e tecnologias mais sustentáveis.







