A Embraer (EMBR3) anunciou nesta terça-feira, 25 de fevereiro de 2025, que seu Conselho de Administração aprovou uma pausa adicional de quatro anos no programa de desenvolvimento do jato E175-E2. A decisão foi comunicada por meio de fato relevante divulgado ao mercado.
Segundo a fabricante brasileira de aeronaves, a reprogramação das atividades está diretamente associada às contínuas discussões entre as principais companhias aéreas norte-americanas e seus respectivos sindicatos de pilotos. O principal ponto de impasse refere-se ao limite de peso máximo de decolagem (MTOW) das aeronaves com até 76 assentos.
A empresa também citou as atuais condições do mercado global da aviação comercial e o contínuo interesse pelo atual jato E175 no mercado norte-americano como fatores determinantes para a decisão. Este anúncio dá continuidade ao fato relevante anteriormente divulgado em 18 de fevereiro de 2022.
O E175-E2 representa a evolução da família de jatos comerciais E-Jets, com melhorias em eficiência e desempenho em relação aos modelos atuais. Entretanto, o peso adicional das novas tecnologias esbarra nas cláusulas de escopo dos acordos trabalhistas entre companhias aéreas e pilotos nos Estados Unidos, principal mercado para este segmento.
A decisão ocorre em um momento positivo para outros modelos da família E2, como demonstra o recente contrato com a ANA Holdings para fornecimento de 15 jatos E190-E2, primeiro acordo para este modelo no mercado japonês. Apesar da pausa no E175-E2, a Embraer mantém uma carteira recorde de pedidos de US$ 26,3 bilhões no fechamento do quarto trimestre de 2024.
A fabricante brasileira informou que espera retomar as atividades de desenvolvimento do Programa E175-E2 após o período de quatro anos, o que resultará na reprogramação da entrada em serviço da aeronave. A pausa não deve afetar o plano de investimentos de R$ 20 bilhões até 2030 anunciado pela companhia, que inclui desenvolvimento de novos produtos e tecnologias mais sustentáveis.
Em seu comunicado, a Embraer reiterou seu compromisso com a estratégia de inovação e crescimento, afirmando que manterá os acionistas e o mercado devidamente informados sobre novos desenvolvimentos, conforme a legislação aplicável.
O documento foi assinado por Antonio Carlos Garcia, Vice-Presidente Executivo Financeiro e Relações com Investidores da companhia, que também conduziu recentes ofertas de recompra de bonds como parte da gestão financeira da empresa.







