O Banco Santander Brasil (SANB11) registrou lucro líquido gerencial recorrente de R$ 2,885 bilhões no terceiro trimestre de 2026 (3T26), queda de 4,3% em relação ao 2T26 e de 28,0% na comparação com o 3T25. O retorno sobre patrimônio líquido (ROAE) gerencial recorrente excluindo ágio anualizado foi de 11,9% no período. O lucro líquido contábil somou R$ 2,833 bilhões no trimestre.
A margem financeira atingiu R$ 14,958 bilhões no 3T26, recuo de 2,5% em três meses e de 1,6% em 12 meses. A margem com clientes foi de R$ 15,853 bilhões, queda de 1,3% no trimestre e de 4,2% em um ano, influenciada principalmente pelo efeito de mix de crédito, com menor participação do segmento de baixa renda. A margem com o mercado teve resultado negativo de R$ 895 milhões, piora de 24,7% frente ao 2T26, mas melhora de 33,6% na comparação anual.
As comissões somaram R$ 5,417 bilhões no 3T26, alta de 1,6% ante o trimestre anterior e queda de 2,4% em relação ao 3T25. As receitas de cartões e seguros cresceram no período, enquanto corretagem e colocação de títulos recuaram diante de menor dinamismo do mercado de capitais. O resultado de despesas com provisão para devedores duvidosos (PDD) foi negativo em R$ 7,460 bilhões, redução de 2,5% no trimestre e aumento de 14,4% em um ano, em um ambiente de crédito ainda desafiador.
As despesas gerais totalizaram R$ 6,383 bilhões no 3T26, queda de 3,0% em relação ao 2T26 e de 0,6% frente ao 3T25, com redução tanto em despesas de pessoal quanto administrativas. O índice de eficiência ficou em 38,8%, melhora de 0,4 ponto percentual (p.p.) no trimestre e piora de 1,3 p.p. em 12 meses. O custo de crédito de 12 meses anualizado atingiu 3,89%, leve alta de 0,1 p.p. na comparação trimestral e praticamente estável em um ano.
A carteira de crédito ampliada encerrou setembro de 2026 em R$ 721,264 bilhões, crescimento de 0,9% no trimestre e de 4,7% em 12 meses, impulsionada por grandes empresas, PMEs e financiamento ao consumo. As captações de clientes somaram R$ 701,316 bilhões, avanço de 1,9% frente a junho e de 6,3% em um ano. O índice de inadimplência acima de 90 dias atingiu 3,4% no 3T26, alta de 0,1 p.p. em três meses e de 0,6 p.p. em 12 meses, enquanto o índice de Basileia foi de 15,1% e o capital principal (CET1) de 10,9%.






