A Azevedo & Travassos Energia (AZTE3) anunciou, em 3 de novembro de 2026, um plano operacional com investimento estimado de R$ 67,5 mi entre 2027 e 2029 para desenvolver suas reservas na Bacia Potiguar. O objetivo é elevar a produção dos atuais 50 barris por dia para cerca de 800 barris por dia. A companhia apresentou o plano diante da incerteza sobre o desfecho e o prazo do processo judicial contra a Brava Energia, que encerrou unilateralmente, às vésperas do fechamento, o contrato de venda dos Polos Porto Carão e Barrinha.
Os investimentos somam cerca de R$ 22,6 mi em 2027, R$ 27,7 mi em 2028 e R$ 17,2 mi em 2029, além de aproximadamente R$ 2,3 mi previstos para 2026, para reativação e estimulação de poços. Do total de R$ 67,5 mi, R$ 58,5 mi são para desenvolvimento (perfuração de poços, equipamentos e instalações) e R$ 9,0 mi para manutenção.
O plano tem foco nas reservas provadas e prováveis (2P) das 15 concessões da companhia na porção terrestre da Bacia Potiguar, que somam cerca de 3,0 milhões de barris, dos quais aproximadamente 1,3 milhão de barris são reservas provadas não desenvolvidas. Estão previstos 18 poços: 6 existentes a serem restaurados, reativados ou estimulados, 10 novos poços produtores e 2 poços exploratórios nos Blocos POT-610 e POT-566. A execução será feita em fases, com atividades iniciais em dezembro de 2026.
A administração projeta produção média de 25 boe/dia (barris de óleo equivalente por dia) em 2026, 200 em 2027, 501 em 2028 e 799 em 2029. A receita bruta estimada é de R$ 3,8 mi em 2026, R$ 30,3 mi em 2027, R$ 73,2 mi em 2028 e R$ 112,5 mi em 2029. Os recursos poderão vir da geração de caixa operacional, de outras fontes de financiamento e/ou de futuros aumentos de capital.
A companhia informou que passará a divulgar relatórios mensais sobre a evolução do plano, junto com o Boletim de Produção Mensal. As projeções são estimativas e os resultados podem diferir, conforme fatores como resultados de perfuração, preço do petróleo, câmbio e captação dos recursos necessários.






