A Orizon Valorização de Resíduos (ORVR3) registrou lucro líquido de R$ 22,6 mi no primeiro trimestre de 2026 (1T26), revertendo o prejuízo de R$ 3,6 mi observado no 1T25. A receita operacional líquida somou R$ 331,1 mi, avanço de 37,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, com apoio do crescimento de volumes e preços na destinação final e do início comercial das plantas de biometano.
No 1T26, o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu R$ 143,4 mi, alta de 30,5% na comparação anual, com margem de 43,3%, ante 45,6% no 1T25. A dívida líquida em relação ao EBITDA dos últimos 12 meses ficou em 2,55 vezes, abaixo das 3,07 vezes registradas um ano antes.
Por segmento, a destinação final de resíduos respondeu por R$ 228,1 mi, ou 69% da receita líquida, com preço médio de R$ 91,1 por tonelada, incremento de 10,3% em relação ao 1T25 e ganho real de 5,9%. Os volumes de resíduos destinados chegaram a 2.306 mil toneladas, crescimento de 6,0% frente ao 1T25, desempenho superior ao Monitor do PIB-FGV acumulado em 12 meses até fevereiro de 2026.
O segmento de transição energética registrou receita de R$ 85,9 mi, aumento de 158,6% na comparação anual, impulsionado pela entrada em operação comercial das plantas de biometano de Paulínia e Jaboatão, que produziram em média 65,5 mil metros cúbicos por dia no trimestre e operaram com margens acima de 65%. O segmento inclui ainda operações de compra e venda de energia para recomposição de lastro e cumprimento de contratos, sem efeito no resultado.
Em carbono, a companhia gerou 554,7 mil toneladas de créditos de carbono no 1T26 e vendeu 388.134 toneladas, com receita de R$ 11,5 mi, completando quatro trimestres consecutivos de comercialização. No segmento de economia circular, as unidades de beneficiamento processaram 29,4 mil toneladas, e o preço médio de venda dos reciclados foi de R$ 1.928,74 por tonelada, alta de 12,2% na comparação com o 1T25.






