Na quinta-feira, 14 de maio de 2026, a Gafisa (GFSA3) divulgou que registrou lucro bruto ajustado de R$ 42,4 milhões no primeiro trimestre de 2026 (1T26), com margem bruta ajustada de 42%, revertendo o prejuízo bruto do trimestre anterior. A receita operacional líquida somou R$ 99,9 milhões no período.
No comparativo com o quarto trimestre de 2025, a receita operacional líquida recuou 9%, enquanto o custo financeiro caiu 47%, passando de R$ 50,0 milhões para R$ 26,7 milhões, o que contribuiu para a melhora do resultado bruto ajustado. Em relação ao 1T25, a receita caiu 56% e o lucro bruto ajustado recuou 5%.
As despesas gerais e administrativas (G&A) totalizaram R$ 16,8 milhões no 1T26, redução de 21% frente ao 4T25 e estabilidade na comparação anual. Essas despesas representaram 17% da receita operacional líquida no trimestre, ante 19% no 4T25 e 7% no 1T25.
A companhia informou ainda resultado a apropriar de R$ 93,5 milhões, sobre receitas a apropriar de R$ 314,4 milhões, o que corresponde a margem a apropriar de 30%, em linha com o 4T25 e abaixo dos 33% observados no 1T25. O volume de estoques atingiu R$ 1,1 bilhão em março de 2026, queda de 24% em 12 meses, com 77% em empreendimentos em andamento e 72% do portfólio classificado como alto padrão.
No lado financeiro, a Gafisa encerrou o 1T26 com dívida total de R$ 1,622 bilhão e caixa, disponibilidades e títulos e valores mobiliários de R$ 305,9 milhões, resultando em dívida líquida de R$ 1,316 bilhão. A relação dívida líquida sobre patrimônio líquido foi de 86%. A companhia destacou ainda a aprovação de aumento de capital com volume mínimo de R$ 100 milhões e máximo de R$ 250 milhões para reforçar a estrutura de capital.






