Na quinta-feira, 14 de maio de 2026, a Tupy (TUPY3) divulgou que registrou prejuízo líquido de R$ 94,2 mi no primeiro trimestre de 2026, ante prejuízo de R$ 12,2 mi no 1T25, impactado pelo desempenho operacional. A receita líquida somou R$ 2,3 bi no 1T26, queda de 7,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, refletindo redução de 9% no volume físico de vendas e apreciação de 10,1% do real frente ao dólar, parcialmente compensadas por crescimento nas unidades de Contratos de Manufatura e Energia & Descarbonização.

No trimestre, o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) calculado pela CVM foi de R$ 55,2 mi, recuo de 73,6% sobre o 1T25, enquanto o EBITDA Ajustado atingiu R$ 98,8 mi, queda de 60,1%, com margem de 4,3% contra 10,0% um ano antes. A companhia informou que a retração dos volumes de venda e produção reduziu o EBITDA em cerca de R$ 89 mi e que a valorização do real e do peso mexicano frente ao dólar impactou negativamente em mais R$ 95 mi, efeitos parcialmente mitigados por iniciativas internas e melhor mix de produtos, que somaram R$ 50 mi, incluindo R$ 22 mi de ganhos com projeto de desmobilização de capacidade.

O fluxo de caixa operacional foi positivo em R$ 198,3 mi no 1T26, alta de 192,2% em relação ao 1T25 e considerado o melhor primeiro trimestre da companhia, apoiado em gestão do capital de giro que reduziu o ciclo de conversão de caixa para 71 dias, 15 dias abaixo do 1T25. Os investimentos em ativo imobilizado e intangível totalizaram R$ 63,8 mi, 3,0% acima do registrado um ano antes, com foco em novos programas de fundição e usinagem, eficiência operacional, sinergias entre operações e projetos de saúde, segurança e meio ambiente.

A Tupy encerrou o primeiro trimestre de 2026 com endividamento líquido de R$ 2,1 bi, redução de 18% frente ao 1T25 e de 7% na comparação com o 4T25. A relação dívida líquida/EBITDA Ajustado dos últimos 12 meses foi de 4,02 vezes, acima das 3,35 vezes observadas no fim de 2025, em função da queda do EBITDA Ajustado acumulado, que passou de R$ 661 mi no 4T25 para R$ 512 mi no 1T26.

No campo operacional e estratégico, a administração informou que segue em processo de otimização do parque industrial, com expectativa de ganhos recorrentes de aproximadamente R$ 100 mi em 2026, dos quais R$ 22 mi já foram reconhecidos no 1T26, e de R$ 180 mi anuais a partir de 2027. A companhia também comunicou que o então diretor-presidente apresentou renúncia em março de 2026 e que o conselho de administração elegeu Harro Ricardo Schlorke Burmann para o cargo de Diretor-Presidente (CEO), com início de mandato em 1º de junho de 2026.

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