A Eneva (ENEV3) registrou EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 1,691 bi no primeiro trimestre de 2026, crescimento de R$ 163 mi, ou 11%, em relação ao 1T25. Segundo a companhia, o avanço foi sustentado pelo aumento do despacho térmico, pela contribuição dos novos negócios de gás, pelo início de contratos do CRCAP 2021 e por efeitos pontuais (one-off).
No comparativo entre 1T26 e 1T25, o EBITDA do Complexo Parnaíba somado ao segmento de upstream aumentou R$ 185 mi, apoiado em maior despacho por mérito, com geração de 2.127 GWh no Parnaíba. O Hub Sergipe, que reúne a UTE Porto Sergipe I e a mesa de gás, adicionou R$ 109 mi ao EBITDA, sendo R$ 70 mi da usina e R$ 39 mi das operações com GNL. Já o segmento off-grid, ligado ao SSLNG, cresceu R$ 27 mi em EBITDA com o ramp-up da planta que entrou em operação comercial em meados do 1T25.
O resultado financeiro ficou negativo em R$ 432 mi no 1T26, ante R$ 253 mi negativos no 1T25, impactado por efeitos não caixa de variação cambial sobre o saldo de arrendamento do FSRU e pela marcação a mercado de swaps. Excluídos esses impactos não caixa, a companhia informa melhora de 14,6% no resultado financeiro entre os períodos. No fluxo de caixa, o EBITDA e a emissão da 14ª emissão de debêntures, que levantou R$ 2,4 bi, mais que compensaram os investimentos e pagamentos de dívida, elevando o saldo de caixa de R$ 2,651 bi em dezembro de 2025 para R$ 3,502 bi em março de 2026.
A dívida líquida consolidada atingiu R$ 18,5 bi no 1T26, ante R$ 17,0 bi no fim de 2025 e R$ 14,4 bi no 1T25, com alavancagem de 2,8 vezes a relação dívida líquida/EBITDA dos últimos 12 meses, frente a 2,6 vezes nos dois períodos comparáveis. O prazo médio da dívida era de 6,2 anos no trimestre, com 85,5% dos contratos indexados ao IPCA e 14,5% ao CDI.
Do lado dos investimentos, o capex econômico totalizou R$ 861 mi no 1T26, com mais de 90% direcionados a projetos de crescimento. Os principais aportes foram no projeto termelétrico Azulão 950, que recebeu R$ 711 mi em construção e montagem de UTE, UTG, subestação e gasodutos, além de R$ 132 mi em equipamentos e comissionamento de turbinas, e no desenvolvimento dos projetos contratados no LRCAP 2026, que consumiram R$ 729 mi. A companhia também investiu em upstream, na expansão da capacidade de liquefação de gás em Parnaíba e em gastos de manutenção em ativos existentes.
No avanço dos projetos, o Azulão 950 alcançou 88% de progresso físico no 1T26, com destaque para o first fire e o full speed no load da UTE Azulão I e a conclusão do comissionamento da UTG. A Eneva prevê o início da operação comercial (COD) de Azulão I no segundo trimestre de 2026, com início do contrato de venda de energia (PPA) em agosto de 2026, e de Azulão II no primeiro trimestre de 2027, com PPA a partir de julho de 2027. A expansão da planta de liquefação do SSLNG Parnaíba chegou a 44% de progresso físico, com embarque de equipamentos na China em março e COD previsto para o segundo semestre de 2027.







