A EcoRodovias (ECOR3) registrou lucro líquido recorrente de R$ 241,8 mi no quarto trimestre de 2025 (4T25), alta de 16,9% em relação ao 4T24, impulsionado pelo aumento do EBITDA ajustado. No acumulado de 2025, o lucro líquido recorrente somou R$ 852,9 mi.
No 4T25, a receita líquida ajustada, que exclui a receita de construção, foi de R$ 1,9458 bi, crescimento de 14,5% sobre o mesmo período de 2024, enquanto o EBITDA ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu R$ 1,4487 bi, alta de 16,6%, com margem de 74,5%. Em 2025, a receita líquida ajustada totalizou R$ 7,4063 bi (+15%) e o EBITDA ajustado foi de R$ 5,5711 bi (+18,6%), com margem de 75,2%.
O tráfego consolidado nas concessões rodoviárias cresceu 26,5% no 4T25 e 22% em 2025, enquanto o tráfego comparável, que desconsidera Ecovias Noroeste Paulista e Ecovias Raposo Castello, avançou 3,3% no trimestre e 3,9% no ano, com destaque para veículos pesados. A empresa também reportou capex de R$ 1,6799 bi no 4T25 e de R$ 5,0894 bi em 2025, voltado principalmente a obras de ampliação de capacidade e melhorias nas concessões.
A dívida líquida ao fim de dezembro de 2025 foi de R$ 21,3644 bi, alta de 33,6% sobre dezembro de 2024, com relação dívida líquida/EBITDA ajustado dos últimos 12 meses em 3,8x. A companhia informa ainda que a destinação do lucro líquido de 2025 será deliberada em assembleia em 16 de abril de 2026, incluindo R$ 210,4 mi para dividendos mínimos obrigatórios.
Entre os eventos subsequentes, a EcoRodovias destaca que em março de 2026 foi encerrado o contrato de concessão da Ecovias Sul, com a ANTT iniciando o processo de haveres e deveres, e que em fevereiro de 2026 houve reajuste de 47,89% nas tarifas de pedágio da Ecovias Capixaba, refletindo a variação do IPCA entre novembro de 2022 e dezembro de 2025 e o degrau tarifário previsto em aditivo contratual.







