Na quarta-feira, 11 de março de 2026, a Log-In Logística Intermodal (LOGN3) divulgou que registrou lucro líquido de R$ 93,7 mi no ano de 2025, alta de 74,5% em relação a 2024, mantendo o oitavo ano consecutivo de resultado positivo. A receita operacional líquida consolidada somou R$ 3,081 bi em 2025, crescimento de 10,2% sobre o ano anterior, enquanto o EBITDA ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, desconsiderando efeitos não recorrentes e ajustes de cut off) totalizou R$ 687,2 mi, avanço de 16,7%, com margem EBITDA ajustada de 22,3%.
No consolidado do quarto trimestre de 2025, a companhia apurou receita operacional líquida de R$ 863,8 mi, aumento de 10,1% frente ao 4T24, e EBITDA ajustado de R$ 197,8 mi, alta de 50,3%, com margem de 22,9%. O lucro líquido do 4T25 foi de R$ 22,9 mi, queda de 55,1% ante o mesmo período de 2024, influenciado principalmente pela despesa de IR/CSLL de R$ 222,6 mi, ligada em grande parte ao IR diferido sem efeito caixa e à redução da expectativa de utilização de prejuízo fiscal.
A navegação costeira foi o principal destaque operacional em 2025, com volume de transporte de contêineres de 776,9 mil TEUs, crescimento de 6,0% sobre 2024, e receita operacional líquida de R$ 2,0696 bi, alta de 19,9%. A receita de Feeder (viagens complementares para cargas de longo curso) atingiu R$ 833,9 mi, aumento de 45,7%, apoiada em maior demanda em rotas com melhor receita unitária e na valorização do dólar. O volume de cabotagem somou 233,7 mil TEUs, avanço de 15,2%, acima do crescimento do setor segundo a ABAC, enquanto o Mercosul cresceu 10,2% em volume no ano.
No Terminal Portuário de Vila Velha (TVV), o volume de carga geral atingiu 929,7 mil toneladas em 2025, alta de 30,1% versus 2024, e o granel chegou a 665,5 mil toneladas, avanço de 55,7%. A receita operacional líquida do TVV foi de R$ 396 mi, recuo de 9,4%, mas o EBITDA ajustado subiu 1,5%, para R$ 168 mi, com margem de 42,4%, beneficiado por maior participação de granel com receita média mais alta. Já no transporte rodoviário de cargas, a receita líquida caiu 4,7% no ano, para R$ 550,9 mi, e o EBITDA ajustado permaneceu negativo em R$ 8,2 mi, apesar de melhora no 4T25 com redução de custos na Tecmar e retomada parcial da carga fracionada.
O resultado financeiro de 2025 apresentou despesa líquida de R$ 138,3 mi, uma melhora de 48,5% frente a 2024, sustentada principalmente por efeito positivo de R$ 30,6 mi na linha de variação cambial, associado, entre outros, à dívida de longo prazo em dólar com o BNDES e a contratos de leasing de contêineres. A empresa também destacou a decisão judicial que confirmou a não incidência de PIS/COFINS sobre operações de transporte para a Zona Franca de Manaus de 2018 a 2024, gerando receita operacional de R$ 122,9 mi no 4T25, efeito classificado como não recorrente e que impactou positivamente o lucro operacional e o EBITDA do período.







