Em 2025, a Tegma Gestão Logística (TGMA3) registrou lucro líquido de R$ 243 milhões, queda de 10% em relação a 2024, quando havia apurado R$ 271 milhões. No mesmo período, a receita líquida somou R$ 2,225 bilhões, expansão de 6% frente a 2024, enquanto o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) alcançou R$ 362 milhões, recuo de 8%.
No quarto trimestre de 2025, a receita líquida consolidada foi de R$ 610 milhões, leve redução de 2% em comparação ao 4T24. O EBITDA trimestral ficou em R$ 81 milhões, queda de 35% na mesma base de comparação, com margem EBITDA de 13,3% ante 20,2% no 4T24. O lucro líquido do 4T25 foi de R$ 52 milhões, redução de 39% frente aos R$ 85 milhões do 4T24, com margem líquida de 8,6% contra 13,6% um ano antes.
Na divisão de Logística Automotiva, a receita líquida de 2025 foi de R$ 2,062 bilhões, alta de 7% sobre 2024, mesmo com queda de 1,5% no volume anual de veículos transportados, de 712 mil para 702 mil unidades. O EBITDA anual do segmento recuou 7%, para R$ 337 milhões, com margem de 16,3%. No 4T25, a receita líquida dessa divisão foi de R$ 572 milhões, retração de 2% em relação ao 4T24, e o EBITDA caiu 35%, para R$ 78 milhões, com margem de 13,6%; a empresa atribui a queda à redução de veículos Toyota transportados e ao aumento de custos e despesas.
Na Logística Integrada, a receita líquida de 2025 totalizou R$ 163 milhões, queda de 4% ante 2024. O EBITDA do ano foi de R$ 25 milhões, redução de 24%, com margem de 15,3%. No 4T25, a receita líquida da divisão recuou 6% na comparação anual, para R$ 38 milhões, enquanto o EBITDA somou R$ 3 milhões, 41% abaixo do 4T24, com margem de 8,8%. A Tegma informa que o desempenho reflete a descontinuação de um contrato de transporte, menor diluição de custos e despesas e gastos com reparos no armazém de Cubatão (SP).
A joint venture GDL encerrou 2025 com receita líquida de R$ 288 milhões, crescimento de 10% em relação a 2024, e lucro líquido de R$ 56 milhões, queda de 7%. Os dividendos recebidos pela Tegma dessa JV somaram R$ 49 milhões em 2025, ante R$ 54 milhões em 2024, enquanto o retorno sobre o patrimônio (ROE) associado à operação passou de 23,1% para 19,6%. Segundo a companhia, no 4T25 houve retração nos serviços de armazenagem alfandegada e uso de pátios extras para picos de demanda que não geraram receita no trimestre.
O fluxo de caixa livre de 2025 foi de R$ 128 milhões, inferior aos R$ 170 milhões de 2024. No 4T25, o fluxo de caixa livre foi negativo em R$ 21 milhões, influenciado por maior CAPEX, que somou R$ 73 milhões no trimestre, incluindo aquisição de terreno em Camaçari (BA) por R$ 40 milhões, benfeitorias em três terrenos de R$ 16,7 milhões e compra de caminhões de R$ 7 milhões, além do pagamento de parte do terreno de Camaçari de R$ 17 milhões e maior desembolso de Imposto de Renda de R$ 14 milhões.
Ao fim de dezembro de 2025, a Tegma apresentava dívida bruta de R$ 126 milhões e caixa de R$ 114 milhões, resultando em dívida líquida de R$ 12 milhões. Considerando o EBITDA dos últimos 12 meses de R$ 362 milhões, a relação dívida líquida/EBITDA 12M era de 0,03 vez. A companhia destaca que a estrutura de capital permanece desalavancada mesmo após o pagamento elevado de dividendos em 2025, quando o payout atingiu 110% do lucro líquido ajustado, com distribuição adicional de dividendos intermediários de R$ 100,2 milhões.







