Na quarta-feira, 4 de março de 2026, a Rumo (RAIL3) divulgou que obteve lucro líquido ajustado de R$ 441 mi no quarto trimestre de 2025, com volume transportado de 22,9 bilhões de TKU. No acumulado de 2025, o lucro líquido ajustado somou R$ 2,093 bi, enquanto o lucro líquido foi de R$ 865 mi.

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No 4T25, a receita operacional líquida atingiu R$ 3,350 bi, queda de 3,3% em relação ao 4T24, e o lucro líquido foi de R$ 213 mi, revertendo prejuízo de R$ 259 mi um ano antes. O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado totalizou R$ 1,793 bi no trimestre, alta de 7,5%, com margem de 53,5%. Em 2025, a receita líquida foi de R$ 13,848 bi, queda de 0,6% sobre 2024, e o EBITDA ajustado alcançou R$ 8,021 bi, avanço de 4% e margem de 57,9%.

O volume transportado consolidado cresceu 14,8% no 4T25, para 22,852 bi de TKU, e 5,4% em 2025, para 84,198 bi de TKU, com expansão das cargas agrícolas e industriais. Os investimentos (capex) ficaram em R$ 1,463 bi no trimestre e R$ 6,112 bi no ano, incluindo a construção da Ferrovia do Mato Grosso, que atingiu cerca de 80% de avanço físico ao fim de 2025. No período, a companhia também registrou impairment sem efeito caixa na Malha Sul de R$ 228 mi no trimestre e R$ 1,228 bi no ano.

Os custos variáveis somaram R$ 921 mi no 4T25 e R$ 3,294 bi em 2025, influenciados por menores custos de combustível e ganhos de eficiência energética, além de maior remuneração de material rodante de terceiros. Custos fixos e despesas comerciais, gerais e administrativas ficaram em R$ 756 mi no trimestre e R$ 2,751 bi no ano, com redução nominal de R$ 33 mi em 2025 e custo fixo unitário de R$ 32,7 por milhar de TKU. A empresa também reconheceu R$ 125 mi ao longo do ano em indenização por lucros cessantes e R$ 80 mi em créditos fiscais na Operação Norte.

A alavancagem financeira ao fim de 2025 foi de 1,9 vez a relação Dívida Líquida/EBITDA Ajustado, com posição de caixa superior a R$ 7,5 bi, segundo a administração. No período, a Rumo informou ter captado R$ 3,8 bi em dívidas, alongando prazos e reduzindo o custo médio do portfólio, além de distribuir R$ 1,5 bi em dividendos extraordinários aos acionistas.

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