Na segunda-feira, 2 de março de 2026, a Hidrovias do Brasil (HBSA3) divulgou que registrou prejuízo líquido de R$ 361 mi no 4T25, ante prejuízo de R$ 408 mi no 4T24. No acumulado de 2025, o prejuízo foi de R$ 141 mi, menor que o prejuízo de R$ 569 mi em 2024, influenciado pela baixa de ativos da operação de Navegação Costeira vendida por R$ 248 mi.

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No 4T25, o volume total transportado atingiu 3.593 mil toneladas, alta de 65% sobre o 4T24, e a receita operacional líquida somou R$ 509 mi, avanço de 92% na mesma comparação. Em 2025, a companhia movimentou 17.860 mil toneladas, 22% acima de 2024, com receita operacional líquida de R$ 2,465 bi, aumento de 41%.

O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado recorrente alcançou R$ 160 mi no 4T25, revertendo o resultado negativo de R$ 8 mi do 4T24, mas recuou 56% ante o 3T25 por efeito sazonal. No ano de 2025, o EBITDA ajustado recorrente foi de R$ 1,125 bi, crescimento de 95% em relação a 2024, com margem de 46%, impulsionado pela normalização da navegação e melhorias operacionais nos corredores Norte e Sul.

A geração de caixa das operações atingiu R$ 219 mi no 4T25 e somou R$ 1,055 bi em 2025, o maior valor já registrado pela companhia, segundo o relatório. Os investimentos foram de R$ 102 mi no trimestre, queda de 26% frente ao 4T24, e totalizaram R$ 379 mi no ano, alta de 5%, concentrados em manutenção de ativos e no projeto da Cábrea no terminal de uso privado (TUP).

A dívida líquida encerrou 2025 em R$ 2,209 bi, redução de 45% em relação ao fim de 2024, com alavancagem de 2,3x o EBITDA dos últimos 12 meses, ante 7,0x no 4T24. O endividamento bruto foi de R$ 3,740 bi, com prazo médio de 4,9 anos, custo médio de 106,0% do CDI e 100% da dívida protegida por instrumentos de hedge.

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