A Azevedo & Travassos (AZEV3, AZEV4) informou que, em 27 de fevereiro de 2026, o consórcio Rota Mogiana, liderado pela companhia, venceu o leilão do governo de São Paulo para a concessão do sistema rodoviário Rota Mogiana, com oferta econômica de R$ 1.084.842.068,71. A concessão terá prazo de 30 anos e foi anunciada ao mercado em fato relevante divulgado nesta segunda-feira, 2 de março de 2026.
O consórcio é liderado pelo fundo de investimentos em participações AZEVEDO & TRAVASSOS INFRAESTRUTURA I FIP, que já detém quatro concessões no setor de saneamento e uma concessão rodoviária. A nova concessão inclui administração, operação, manutenção e investimentos em cerca de 520 km de rodovias estaduais no interior de São Paulo, conectando regiões como Campinas, Ribeirão Preto e a divisa com Minas Gerais.
O contrato unifica, em uma única concessão, trechos hoje operados pela Renovias e pelo Departamento de Estradas de Rodagem de São Paulo (DER-SP), abrangendo segmentos das rodovias SP-215, SP-340, SP-342, SP-344, SP-350, SP-333, SP-338, SP-107, SP-133 e SP-225, além de contornos e acessos. A malha atravessa 22 municípios e impacta aproximadamente 2,3 milhões de pessoas.
Estão previstos investimentos estimados em cerca de R$ 9 bi ao longo dos 30 anos de concessão. O primeiro ciclo de investimentos será distribuído pelos primeiros 10 anos, o que, segundo a companhia, reflete a condição estrutural atual da rodovia e favorece geração de caixa operacional consistente desde os primeiros anos do contrato. Entre as obras planejadas estão a duplicação de mais de 217 km de rodovias, implantação de 138 km de faixas adicionais, construção de 86 km de vias marginais, 58 novas passarelas para pedestres, 129 novos dispositivos de interseção e implementação do sistema de pedágio automático livre (“Free Flow”).
O capital social regulatório do primeiro ano é estimado em cerca de R$ 100 mi. A Azevedo & Travassos deterá 50% do projeto, com aporte inicial proporcional estimado em aproximadamente R$ 50 mi para assinatura do contrato. A empresa informa que a estrutura de financiamento foi planejada considerando a capacidade de geração de caixa da concessão e uma curva de investimentos mais alongada, com possibilidade de uso de mercado de capitais incentivado e linhas de longo prazo de bancos de desenvolvimento. O início da vigência contratual está previsto para julho de 2026, condicionado ao cumprimento das exigências do edital e da legislação.







