A Mills (MILS3) registrou lucro líquido de R$ 301,2 mi no ano de 2025, alta de 5,6% em relação a 2024, com margem líquida de 16,4%. No quarto trimestre de 2025, o lucro foi de R$ 78,6 mi, com margem de 16,0%. A receita líquida somou R$ 1,838 bi em 2025 e R$ 492,7 mi no 4T25, crescimentos de 16,7% e 13,9% na comparação anual, respectivamente.
O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado totalizou R$ 941,2 mi em 2025, 23,8% acima de 2024, com margem de 51,2%. No 4T25, o EBITDA ajustado foi de R$ 252,9 mi, alta de 20,3% frente ao 4T24 e margem de 51,3%. O lucro líquido caixa alcançou R$ 502,4 mi em 2025 e R$ 139,0 mi no trimestre, com margens de 27,3% e 28,2%, respectivamente.
No período, o resultado financeiro líquido foi uma despesa de R$ 205,7 mi em 2025 e de R$ 61,7 mi no 4T25, superiores às despesas de 2024, reflexo principalmente de maior CDI médio e aumento do endividamento após a 11ª emissão de debêntures. A alavancagem encerrou 2025 em 1,3 vez dívida líquida/EBITDA ajustado, com redução em relação a 2024, e o custo médio da dívida ficou em CDI+1,08% ao ano, com prazo médio de 3,98 anos.
O fluxo de caixa operacional ajustado atingiu R$ 785,6 mi em 2025, crescimento de 19,8% sobre 2024, com conversão de 87,4% do EBITDA em caixa. No 4T25, o fluxo de caixa operacional ajustado foi de R$ 265,7 mi, 84,3% acima do 4T24, com conversão de 111,0%. Os investimentos (CapEx) somaram R$ 675,7 mi no ano, incluindo R$ 179,3 mi ligados à aquisição da NEXT Rental, e R$ 80,3 mi no 4T25, dos quais 83% em ativos de locação.
A companhia informou ainda o pré-pagamento da 7ª emissão de debêntures em dezembro de 2025, o que reduziu a dívida bruta em 19% em relação ao 3T25. Para os acionistas, a Mills aprovou a distribuição de R$ 150,0 mi em dividendos extraordinários a serem pagos em abril de 2026. Somados aos R$ 105,1 mi em JCP (Juros sobre Capital Próprio) já distribuídos, o total de proventos referentes a 2025 foi de R$ 255,1 mi, equivalente a cerca de 85% do lucro líquido do ano.







